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Yayoi Kusama: Obsessão Infinita

As famosas bolinhas: Retrospectiva de uma das artistas mais vibrante e famosa do Japão chega ao CCBB 

Este evento terminou

Yayoi Kusama: Obsessão Infinita

Data 12 Out 2013-26 Jan 2014

Horário de funcionamento qua-seg, 9h-21h

Site de Yayoi Kusama: Obsessão Infinita

Rua Primeiro de Março, 66 , Centro

Telefone (21) 3808 2020

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A arte e a loucura muitas vezes caminham juntas mudando rumos da humanidade. Pessoas mais sensíveis a imagens do inconsciente podem ter um imaginário além do real, mais profundo, distante do que muitas pessoas podem chegar. É um pouco assim que funciona a mente de Yayoi Kusama, uma das artistas japonesas mais vibrantes e surpreendentes na atividade. Ela, que mora desde 1977 numa instituição psiquiátrica, vive num mundo próprio, magico ou não, muito pessoal. Com transtorno compulsivo por bolinhas, aprendeu a misturar desde cedo suas alucinações a seu trabalho, tornando-se uma das artistas mais importantes do pós-guerra.

Por isso, não é de se estranhar o sucesso de sua retrospectiva. A mostra Obsessão Infinita, com curadoria de Philip Larratt-Smith e de Frances Morris, depois de ter virado febre em cidades como Londres e Argentina chega finalmente ao CCBB, em exibição até o dia 26 de janeiro.

Um dos destaques da mostra é a instalação “Dots Obsession”, que traz seu conhecido padrão de pontos e bolas coloridas. Mas, a série “Infinity Net” (Rede Infinita) chama a atenção por ser um marco na carreira de Kusama, fruto da repetição obsessiva de pequenos arcos pintados, aglutinados em padrões rítmicos maiores.

Um dos fatores determinante para a obra de Kusama foi a cidade de Nova York, local onde morou nos anos 1957. Época em que conviveu com nomes como Donald Judd, Andy Warhol, Claes Oldenberg e Joseph Cornell, ficando famosa por performances que misturavam o corpo às suas bolinhas. Por isso, por ser uma artista além de tela, que sua prática de pintura abriu caminho para esculturas delicadas, conhecidas como “Accumulations” (acumulações) e, em seguida, para performances e happenings que se tornaram selos da subcultura marginal e renderam, para a artista, notoriedade e a atenção das principais correntes críticas de então.

“Minha arte é uma expressão da minha vida, sobretudo da minha doença mental, originária das alucinações que eu posso ver. Traduzo as alucinações e imagens obsessivas que me atormentam em esculturas e pinturas. Todos os meus trabalhos em pastel são produtos da neurose obsessiva e, portanto, intrinsecamente ligados à minha doença. Crio peças, mesmo quando não vejo alucinações", conta a artista.
 

Escrito por Time Out Rio de Janeiro editors
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