Time Out Rio de Janeiro

Que bicho que deu?

O Jogo do Bicho pelas mãos de artistas populares de vários estados brasileiros

Este evento terminou

Que bicho que deu?

Data 13 Ago 2015-03 Set 2015

Rua Ipiranga, 55, Laranjeiras

Telefone (21) 2285 4395

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Metrô integração Laranjeiras

Da Zona Sul à Zona Norte da cidade, em bancas de jornal, no balcão do bar ou nas calçadas, uma pergunta é ouvida à boca pequena: “Que bicho que deu?”. Enraizado na cultura carioca há 123 anos – desde que foi criado, em 1892, no Jardim Zoológico do Rio, pelo Barão de Drummond –, o Jogo do Bicho faz parte do cotidiano brasileiro. Seja no imaginário, seja em uma “fezinha” diária.

Foi desta integração do jogo com a cidade que Ana Chindler, dona da galeria Pé de Boi, partiu para montar a exposição Que bicho que deu?, com a representação, na arte popular, do Jogo do Bicho através de seus personagens. A partir de 13 de agosto (número do Galo e “dia do azar”), os 25 bichos do Jogo serão retratados de forma bem-humorada por mais de 30 artistas populares dos quatro cantos do país. “A ideia foi mostrar como, em todo o Brasil, os 25 bichos convivem no imaginário popular e são retratados nas formas mais distintas e criativas”, conta Ana, também curadora da mostra, que encontrou no tema uma forma de homenagear a cidade em seus 450 anos – no mesmo ano em que a galeria completa três décadas de existência.

Os materiais são diversos: lata, madeira, cerâmica, sucata. As proporções se distorcem: um elefante pode ser representado do tamanho de um rato. Um mesmo animal pode ser esculpido em diversos materiais, alguns inusitados (como o pavão, que será visto em quatro deles, incluindo chapinhas de garrafas, ou a vaca, criada a partir de uma caixa de leite) ou assumir diferentes características – o macaco, por exemplo, aparece tanto em seu habitat, esculpido em um tronco maciço de árvore, como de um jeito malicioso.

Foram oito meses garimpando as peças. De Minas Gerais vem o macaco; da Paraíba, o galo; da Bahia, o cavalo; a vaca, de Pernambuco. Outros bichos vieram do Amazonas, Mato Grosso do Sul, São Paulo, Alagoas, Piauí... Ana Chindler não contou apenas com a sorte – teve que pesquisar muito. “Os artesãos reproduzem o que faz parte de seu cotidiano. Aves, em geral, foram fáceis. Já outros, como o veado, a águia e o urso, foram bem mais complicados”, explica a curadora, que descobriu este último nas grandes máscaras em papier maché criadas pelo artista José Julião, uma tradição no Carnaval de Olinda.

Alguns destaques da mostra são os galos de Joaquim da Silva Neto, o Joca dos Galos, da Paraíba, em lata cortada, polida e pintada; os cinco pavões feitos com galhos do sertão, do também paraibano Bento Medeiros de Gouveia, conhecido como Bento de Sumé; os cachorros, macacos e cavalos em madeira monocromática do mineiro Antonio Geraldo Lisboa. Embora a maioria dos artistas tenha escolhido de um a três animais para a exposição, dois renomados artistas pernambucanos preferiram falar sobre o tema como um todo. O xilogravador J. Borges criou a Roda dos Bichos, e Antonio Rodrigues esculpiu a Escola dos Animais, com oito bichos chefiados por um macaco.

Escrito por Time Out Rio de Janeiro editors
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