Time Out Rio de Janeiro

5 minutos com Marcelo Ment

Marcelo Ment é um dos artistas urbanos mais conhecidos do Brasil, e sua arte está espalhada por toda a cidade. Ele conta para a Time Out sobre suas influências, paixões e planos futuros.

O trabalho de Marcelo Ment foi uma das melhores exposições que abriram 2012 no Rio. Mesmo que você não tenha visto a mostra Contrastes, certamente já passou por alguma de suas artes espalhadas pela cidade e deve estar familiarizado, mesmo que inconscientemente, com as imagens de Ment.

O rosto feminino e os olhares misteriosos em paredes por toda a cidade, as cores vibrantes e as letras distintas tornaram-se parte do tecido e da identidade do Rio em si; vívido, irreprimível, individual. Marcelo fala com Time Out sobre as mulheres que o inspiram, seu lado favorito da cidade e da mudança de atitudes em relação a arte de rua.
 

1. Você acha que a arte urbana está mais respeitada hoje em dia?

Acredito que sim, percebemos um numero cada vez maior de artistas de forte expressão em todo o mundo, atuando nas ruas, fazendo exposições em todos os tipos de galerias e museus, desenvolvendo e atuando em grandes projetos.

2. Como foi seu trabalho recebido nas outros países, como Alemanha, Espanha e França?

Sempre sou muito bem recebido, adoro viajar e acredito que sempre é muito importante encontrar artistas de outros países, estados, cidades e bairros, para conversar , pintar junto , trocar informações etc.

3. O que inspira você?

O dia a dia. Não acho que tenha uma fonte de inspiração específica, simplesmente vivo e deixo as coisas acontecerem, faço estudos e tento desenvolver projetos, mas quase sempre é muito intuitivo, simplesmente acontece.


4. Como podemos ver a influência do Rio de Janeiro, no seu trabalho?

Acho muito pessoal, cada um tem sua forma de interpretar meu trabalho. Procuro inserir algumas palavras nas minhas pinturas e o Rio sempre está presente. Acredito que o graffiti absorve características locais, talvez as cores. Tenho uma influIencia muito forte da música e do lifestyle carioca, mas estou em constante desenvolvimento, buscando elementos que me identifique e reforcem minha identidade.

5. A sua musa - ela é uma pessoa na vida real? A gente vai descobrir quem é um dia?

Não é uma "musa" , nem uma pessoa real. Sempre tive dificuldades em desenhar mulheres desde pequeno, quando comecei há 5 atrás a pintar mulheres com mais frequência, encarei como um desafio. Hoje em dia, vejo como uma forma de homenagear a minha mãe, irmãs e todas as mulheres em geral.

6. Qual é o seu bairro preferido no Rio?

A Lapa, sem dúvidas.

7. O que você acha sobre os projetos como Haas & Hahn na Dona Marta?

Prefiro não dar minha opinião sobre o projeto deles. Mas acredito que projetos em comunidades devem ser estudados com muito cuidado. Existe muita demagogia, egocentrismo e ganIancia em vários projetos que se auto intitulam "sociais".

8. Qual ambiente você prefere para seu arte, a rua ou a galeria?

A vivência na rua não tem igual, preciso disso para continuar produzindo, sempre que tenho tinta e tempo livre vou pra rua pintar.

9. O que você pretende fazer no futuro - mais projetos interessantes, mais obras de multi-media?

Pretendo continuar estudando novos suportes e técnicas, quero simplesmente continuar fazendo o que acredito e amo fazer. Tenho um projeto com "musas" reais que tenho muita vontade de fazer há 2 anos, mistura fotografias e pinturas de amigas que acredito representarem a beleza e estilo de vida da mulher carioca. Pretendo realizar assim que possivel.

10. Finalmente, que música você está escutando agora?

Nação Zumbi está sempre no set list e muito reggae. O último álbum de Stephen Marley "Revelation" tenho escutado bastante.
 

Escrito por Beth McLoughlin
Compartilhe

Comentários dos leitores

blog comments powered by Disqus

Outras notícias recomendadas

Dia dos Pais 2017

Dia das Mães 2017

Páscoa 2017 no Rio