Time Out Rio de Janeiro

Diogo Brozoski

Festa no Apê-liêr.

Esse gaúcho de Santa Maria, que escolheu a cidade maravilhosa como lar, sempre teve sua veia artística aflorada. Quando era pequeno criava histórias em quadrinho a partir de seus amigos imaginários verdes e pequenininhos: Ralf, Calf e Nalf, que estão tatuados no braço de Diogo Brosowski. Com três anos e meio, desenhar foi sua primeira forma de expressão, ao invés da fala, “Eu desenhava tudo que eu via e sentia, sem filtros e isso foi me dando uma liberdade de imaginar e criar porque eu não interpretava nada…Assumia as formas puras”


Publicitário por profissão e artista de coração, Diogo conserva esse olhar puro da criança até hoje na sua arte. Suas criações são uma mistura de pop art, caricaturas e colagens criativas, que quase sempre envolvem personagens que lembram história em quadrinho.
Uma de suas coleções foi justamente baseada nas revistas de fotonovela chilena dos anos 50 e 70. Nas mãos do artista, as figuras exageradas, românticas e sonhadoras, cheias de amor, ódio e intrigas se transformaram com interferencias de grafismo, que criam uma nova narrativa dos personagens. “Eu roubo a cena e trabalho ali em cima daquela história. Uso apenas a minha enxurada de idéias”.

O resultado foi o ensaio Cine Amor. “Através da interferência visual de rabiscos e preenchimentos de cor, procuro estabelecer uma tensão gráfica que dê um novo significado à linguagem visual de um produto que flutua entre vários meios: literatura, telenovela e HQ. Tudo isso com o toque caliente e cômico do idioma espanhol.” São 70 quadros com formatos variados e uma vídeoarte que pode ser desmembrado em até 10 animações.

Nosso artista gaúcho começou também este ano a se apropriar de fotografias para criar novos enredos. E por quê não rabiscar a cara de desconhecidos e tranformá-los em novos personagens?
E foi exatamente isso que ele fez! Meio à Amelie Poulain, O projeto 3x4 é formado por fotos 3x4 encontradas na rua e modificadas através de traços e preenchimento de cores com pilots de tinta acrílica. “Procurei adicionar personalidade ao objeto que na essência é um mero produto identificador, subtraindo assim a capacidade de reconhecimento, dando personalidade onde a personalidade não existe. É tornar irreconhecível aquilo que essencialmente tem a função de identificar.”, conta Diogo filosofando do sofa do seu apê-liêr (Apê + Ateliêr)


E as pinturas? Em pleno século XXI, esse neo artista desenha primeiro no computador, para depois pegar no pincel. Suas pinturas também levam o caráter cômico, a criação de novos personagens e traços humanóides.

Fique de olho neste artista prodígio e em outros novos talentos aqui no nosso site!

Escrito por Alice Kuntz Moura
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Diogo Brozoski video

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