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Rio na rota da arte

Público carioca bate recordes em exposições e cidade recebe a abertura de três grandes mostras esta semana

Em tempos em que o Museu de Arte Moderna (MAM) espera bater a marca de mais de 220 mil visitantes com o hiper-realista Ron Mueck, que termina dia 1º de junho, torna-se pauta o público das exposições na cidade, e não apenas os artistas em questão. Recordes, filas gigantescas e cifras altíssimas fazem parte dos superlativos desse boom de público que anda movimentando a lei da oferta e da procura no setor cultural carioca. Reflexo desse momento é a abertura simultânea de três grandes exposições no dia 30, sexta-feira: Salvador Dalí, no CCBB, Richard Serra, no Instituto Moreira Salles, e a edição especial do Prêmio CNI SESI SENAI Marcantonio Vilaça, que apresenta as mostras Inventário da paixão e Cor, luz e movimento, no Museu Histórico Nacional.

"Trazer para o Brasil o ícone do movimento surrealista é uma oportunidade para festejarmos o quanto o público das artes plásticas cresceu nos últimos tempos e como o Rio de Janeiro adquiriu uma nova imagem ao ser reconhecido como mais uma das grandes cidades do mundo a bater recordes de visitação em exposições de arte", analisa o gerente-geral do CCBB Rio, Marcelo Mendonça, que acredita que essa será uma das mostras mais concorridas dos 25 anos da instituição.

Quem for ao centro cultural, pode fazer um programa casado com o Museu Histórico Nacional, que fica ali pertinho, na Praça XV, onde acontecem duas mostras com expoentes das artes plásticas no Brasil. Adriana Varejão, Beatriz Milhazes, Cildo Meireles, Daniel Senise, Ernesto Neto, Helio Oiticica, Luiz Zerbini, Vik Muniz e outros grandes nomes participam da coletiva Inventário da paixão, uma homenagem ao patrono da premiação. Já a mostra Cor, luz e movimento destaca a obra de Abraham Palatnik e outros artistas que dialogam com a arte cinética.

“A impactante presença dessas obras juntas em um mesmo espaço físico, com sua variedade de linguagens e propostas estéticas constitui um vibrante painel da arte no Brasil e no mundo e refletem a personalidade exuberante e inquieta daquele que empresta o seu nome à nossa iniciativa”, comenta Marcus Lontra, curador das mostras.

O norteamericano Richard Serra é o outro nome internacional que chega a cidade na sexta-feira, considerado um dos escultores vivos mais importantes do mundo. Ele próprio selecionou 96 obras e mandou derrubar as paredes internas do Instituto Moreira Salles, na Gávea, para que a luz natural entrasse, assim como era no projeto original da casa modernista no alto da Gávea.

Pelo o que vem por aí, ir a museus e centros culturais não será uma segunda opção nos dias de sol na cidade, que fazem qualquer programação cultural ou indoor ficar pra mais tarde. 

Escrito por Bruna Velon
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