Time Out Rio de Janeiro

Em cima do slackline

Corda bamba virou febre nas areias do Rio 

Este esporte, com um ar meio circense, na verdade surgiu entre a turma de alpinistas em Yosemite, parque nacional nos Estados Unidos. Quando as condições climáticas não eram favoráveis para a escalada, eles matavam o tempo brincando de se equilibrar nas cordas do equipamento, amarradas com o mosquetão entre as árvores.

Rapidmente, a corda mais dura foi substituída por uma mais elástica para possiblitar os pulos e as manobras lá de cima, e foi então batizada de Trickline (linha ou corda para truques).

Logo, apareceram fabricantes destas cordas mais fouxas (o mais famoso se chama  Gibbon, que satiricamente é o nome de um macaquinho asiático que anda pulando nas cordas). A brincadeira foi tão boa que se espalhou rapidinho para fora do parque e para o país todo. Há 2 anos, chegou com força ao Brasil - e veio para ficar.

A corda aguenta até 2ton. e varia a largura entre 25mm, 35mm e 55mm - quanto mais larga for, mais difícil. Se for mais esticada, é melhor para fazer as manobras. O butt bounce, por exemplo, é uma manobra onde a pessoa senta na corda e volta para a posição vertical. Já o buddha é quando ele senta em posição de lotus em cima da corda e o droppening é quando ele cai e levanta bem rápido, criando uma ilusão interessante.

Mas a essência das manobras é a criatividade. No slackline não tem regras! Quanto mais relax melhor, o que inclusive ajuda no equilíbrio. O grupo mais conhecido em terras cariocas é o Slack D'Ávila, que se encontra todos os dias, religiosamente de 18h até umas 21h, em frente à Garcia D'Ávila em, Ipanema.

Este grupo democrático se reúne ali pelo simples prazer de praticar e socializar em conjunto. Não há aulas!  E para qualquer um que quiser aprender, é só aparecer por ali, com coração aberto, que a turma lá “dá uma moral”.

“Para mim isso é muito meditativo, desestressa muito por causa da concentração e foco que tem que ter! É um esporte de superação individual, como a yoga por exemplo”, conta José Helu, um dos fundadores do grupo.

Além da moral, uma mãozinha também pode ajudar (e muito) no começo! A prática parece banal, mas requer concentração, equilíbrio, alongamento e muita resistência nas pernas e glúteos (para as meninas, lê-se: definir membros inferiores!)

O exercício também é bem aeróbico! Prepare-se para suar como você nunca imaginou apenas por andar em cima de uma linha. Para quem só vale se for para competir, já existe competição de slackline no Brasil. Os quesitos avaliados são: “estilo, dificuldade da manobra e tempo na fita”, conta Daniel Ramos do time Nokaia Brasil.

Cada um tem uma facilidade para uma manobra, de acordo com o biotipo e habilidades adquiridas em outros esportes. Qual será a sua?

Escrito por Alice Moura
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