Time Out Rio de Janeiro

Mylo Xyloto

Coldplay volta às paradas com novo álbum.

Uma semana depois de o Coldplay ter lançado seu quarto álbum, Viva la Vida, em 2008, a banda recebeu uma carta do coprodutor Brian Eno com o seguinte recado: “Prezado Coldplay, acho que fizemos uma boa gravação. Mas penso que podemos nos sair melhor ainda”. Formado por caras humildes, educados e trabalhadores, é bem possível que eles tenham registrado uma nota mental: “Da próxima vez, vamos fazer ainda melhor”. Vai saber?

Depois de um intervalo de três anos, o Coldplay volta às paradas com um álbum quase conceitual, algo como uma história de amor encenada em um mundo orwelliano. Em grande medida, o disco apresenta o que aprendemos a esperar do quarteto: ‘Hurts Like Heaven’, ‘Charlie Brown’ e ‘Paradise’ são músicas para cantar junto, daquelas que tocam a alma, com guitarras trêmulas, e, ocasionalmente, cordas e sintetizadores.

Já em ‘Every Tear Is a Waterfall’ e ‘Don’t Let It Break Your Heart’, a sonoridade implacável da banda se torna simplesmente cansativa. É um alívio ouvir ‘Us Against the World’ e ‘Up in Flames’, que, com batidas de metrônomo, trazem um Martin frágil mas capaz de sustentar as canções. A maior novidade do disco é ‘Princess of China’, uma canção balbuciada e com inclinação R&B, que remete a Rihanna – o tom pop e o ritmo confiante lhes caem bem. Já que é assim: Prezado Coldplay, acho que vocês fizeram uma boa gravação. Vocês são ótimos compositores e seus shows são eventos estimulantes. Mas nem toda música precisa de um monte de “oooh-oohs”. Vocês soam igualmente poderosos quando baixam o tom um pouquinho.
 

Escrito por Kim Taylor Bennett
Compartilhe

Comentários dos leitores

blog comments powered by Disqus

Outras notícias recomendadas

Dia dos Pais 2017

Dia das Mães 2017

Páscoa 2017 no Rio