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Nação Zumbi

Com um satélite na cabeça, banda lança DVD e prepara álbum só de inéditas para 2012. Vocalista Jorge Du Peixe fala sobre os novos trabalhos e comprova que “Pernambuco (continua) falando para o mundo”

Marco Zero, Recife, 2009. Diretamente "da lama do seu quintal", o Nação Zumbi registrou um show histórico em sua terra, Pernambuco, que culminou com o lançamento, em março de 2012, do DVD, CD e vinil Nação Zumbi – Ao Vivo no Recife, com mais de 80 mil “malungos“ na plateia. E a banda com sua sonzeira singular, liderada por Jorge Du Peixe, tem mais novidades para a “manguetown“ este ano: um novo álbum só de inéditas está prestes a sair do forno. 

“O resultado superou nossas expectativas, não poderia ter sido melhor. Ainda mais porque tocamos em Recife, nossa casa, no nosso chão, foi um momento especial. Sempre fazemos shows no Marco Zero, só não tinha ideia de que iríamos nos deparar com um público tão grande. Os fãs fizeram questão de estar presentes nesse registro“, conta o vocalista.

Este é o segundo DVD da banda (o primeiro foi Propagando, gravado em São Paulo, em 2004). A obra traz quinze faixas que fizeram a história do grupo, como “Rios, pontes e overdrives“ e “Trincheira na Fuloresta“, com participações dos conterrâneos Fred 04 (Mundo Livre SA) e Siba, respectivamente. Subiram ao palco também Arnaldo Antunes cantando “Antene-se“ e os Paralamas do Sucesso com a clássica “Manguetown“. Du Peixe destaca a gravação de "Cordão de Ouro", música que fizeram especialmente para a trilha do filme Besouro, que até então não estava registrada em nenhum CD do grupo. 

Novo álbum só de inéditas vem por aí

Ano passado, Jorge Du Peixe (voz), Lúcio Maia (guitarra), Dengue (baixo), Pupillo (bateria e percussão), Gilmar Bola 8 (alfaia e voz), Toca Ogan (percussão e voz), Gustavo da Lua (alfaia) e Marco Matias (alfaia) entraram no estúdio, que chamam de “parque de diversões“, para gravar o próximo disco - em fase de finalização, ainda sem nome -, previsto para ser lançado em 2012.

“Será a cara da Nação Zumbi, mas nunca igual. É uma evolução, uma sequência de nossos trabalhos anteriores, com influências do cinema, literatura, quadrinhos e o que mais vier“, revela Jorge Du Peixe, sem pressa, já que a banda depende da repercussão do Ao Vivo para iniciar a próxima turnê. “Tudo acontece no seu tempo. Demoramos dois anos para lançar o DVD“, brinca ele.

Embaixadores da musicalidade pernambucana no Brasil e no mundo, o Nação, sempre original e vanguardista, foi o abre-alas da cultura musical do estado. Desde o princípio, a ideia era expandir suas fronteiras regionais e conquistar territórios através do rock, eletrônico, reggae, entre outros.

“Os artistas de lá estão num bom momento. Mas isso é só o começo, ainda há muita coisa a ser aprimorada. Temos ótimas referências, como Junio Barreto, Siba, Eddie, Karina Buhr e Lira, do Cordel do Fogo Encantado“, enumera o cantor.

Afinal, como profetizou Science, "só tem caranguejo esperto saindo desse manguezal". 

Escrito por Bruna Velon
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