Time Out Rio de Janeiro

Céu

Time Out Rio conversa com a motorista da recém lançada caravana da MPB

Voz doce, andar manso e beleza feminina, a cantora Maria do Céu, mais conhecida pelo seu sobrenome angelical Céu, vem ganhando seu espaço no concorrido palco dos grandes nomes da MPB.
Após um período em Nova Iorque, onde trabalhou de garçonete à guardadora de casaco, essa paulistana de suingue suave foi descoberta pelo mundo, através do seu amigo e produtor Beto Villares em 2005.
Desde então, seu som que mistura o samba com hip hop, afrobeat , jazz e R&B já levou a cantora e compositora para o palco de abertura dos XV Jogos Panamericanso no Rio, bem como alguns destaques internacionais como uma indicação para o Grammy Latino, na categoria melhor artista revelação, após suas 25 mil cópias vendidas do seu segundo album “Vagarosa”.


Seu novo álbum lançado este ano, Caravana Sereia Bloom, pelo qual o jornal britânico The Telegraph deu à cantora o título de "a autêntica voz do novo Brasil". A Time Out Rio bateu um papo com a Céu para falar da sua nova criação sonora, suas influências musicais e sobre uma de suas cidades preferidas, o Rio de Janeiro.

1-) Quais as suas inspirações para o Caravana Sereia Bloom? De que tipo de música você se alimentou?
No meu ultimo disco, me inspirei muito no ritmo brega. Aquele clima meio beira de estrada, de boate de caminhoneiros, no nordeste do país. Me interessei especialmente pela mistura da música brasileira com a latino americana, daí um pouco de influência da lambada e Cumbria também.


2-) Por que esse nome esquisito para o seu disco novo?
Foi uma brincadeira, uma mistura de alguns conceitos que estavam envolvidos na produção do álbum. Caravana, porque o disco fala sobre a minha banda, o seu bonde. Com eles, viajei o mundo nesses últimos seis anos. As músicas "Sereia", que é dedicada à minha filha Rosa de 3 anos e a "Street Bloom" também ajudaram a compor o nome do disco.


3-) Quais os cantores que fazem a sua cabeça?
Das lendas musicais: Jimmy Hendrix, Bob Marley…além dos mitos do jazz como Ella Fitzgerald e Billie Holiday, e os nossos clássicos: Marisa Monte, Jorge Ben, Orlando Silva entre outros tantos.

4-) Qual sua relação com o Rio e qual é “a sua praia” aqui?
Eu amo o Rio! Na verdade sempre passo por aí com muita pressa e não dá tempo de fazer quase nada. Mas minha praia é Copacabana, que para mim é o melhor retrato da cidade porque tem de tudo, todos misturados…a cara do Rio. Quando arranjo um tempinho, vou direto para a loja de disco Tracks (Praça. Santos Dumont, 140 Lj B/ 21 2274 7182) , na Gávea. Depois de shows, a gente costuma ir direto para o Braseiro, que tem sempre comida boa e a galera da música matando a fome. As casa de suco também são minha praia, principalmente agora depois de mãe, que a gente fica mais diurna mesmo.

5-) Como você vê o seu sucesso com o público estrangeiro?
Na Europa e nos Estados Unidos, principalmente, há muita gente interessada na cultura brasileira para além do samba e do carnaval. Há uma curiosidade enorme pela música brasileira contemporânea e eu me interesso muito por isso também. Exploro e estudo muito a nossa música e tenho levado isso comigo para fora desde 2005, com viagens para fora todos os anos. Agora estou colhendo o que começei a plantar lá atrás.


6-) Há algumas comparações entre você e a cantora Astrud Gilberto, como você se sente quando escuta isso?
Dá para entender. A Astrud é uma grande cantora e fez uma carreira grandiosa lá fora e por isso vive até hoje no imaginário do estrangeiro e então me comparam com as poucas que conhecem. Não me acho parecida com ninguém, claro, mas entendo que o ser humano tem a necessidade de fazer comparações.


7-) Quais são os planos futuros da Caravana?
A caravana segue para uma turnê internacional: França, Alemanha, Suíça, República Tcheca e Inglaterra, Estados Unidos e Canadá, mas antes viremos para a cidade maravilhosa, dia 05 de maio no Circo Voador.


 

Escrito por Alice Kuntz Moura
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