Time Out Rio de Janeiro

5 Perguntas Para: Fernanda Cunha

Entre um festival de música e outro, a cantora Fernanda Cunha fala sobre musicalidade antes de chegar ao Rio para lançar seu novo álbum Coração do Brasil

A cantora Fernanda Cunha é daquelas artistas que, apesar de brasileiríssima e com repertório mais tupiniquim impossível, acaba por ter maior repercussão fora do país do que aqui, em terras brasileiras. Mas para quem não conhece o belo trabalho da cantora, ela chega ao Teatro Solar, em Botafogo, com seu novo trabalho, Coração do Brasil. Perde não.

Figurinha carimbada em festivais mundo afora, Fernanda já rodou Ásia, Europa, EUA e Cadadá. E foi de lá, das terras geladas do Hemisfério Norte, que ela bateu um papo com a Time Out Rio sobre canções, inspirações e a cena musical no Brasil. Confira!

Como foi que a música te pegou?
Me formei em Psicologia, mas a música era algo que me rondava, me deixava curiosa e aí fui estudar canto. Depois de três aulas, percebi que não daria para viver de outra coisa que na fosse aquilo. Consegui marcar um show no Vinícius Bar, em Ipanema e nunca mais parei. Cantar foi uma forma de me aproximar das pessoas.

Você escolhe um repertório equilibrado e conhecido pelo público. Em “Coração do Brasil” você aparece além de intérprete, como co-autora de uma canção. Como é compor para você?
Eu sou uma cantora, compor é raro e normalmente sob pressão (risos). Às vezes, algum músico me pede uma letra e aí eu faço. Esta música com a Camilla Dias tem mais de dez anos e só agora saiu da gaveta, acredita?

O que você tem ouvido recentemente?
Tenho escutado uma cantora candense chamada Emilie Claire Barlow e o CD novo do Djavan "Rua dos Amores". E cada vez mais ouvindo musica instrumental.

Como é se apresentar há tanto tempo nestes grandes festivais de música pelo mundo?
Me sinto feliz demais representando a música brasileira nos palcos de festivais pelo mundo. O público é sempre muito caloroso, vibra, aplaude. A receptividade é geralmente ótima.

Qual a sua opinião sobre o cenário musical e os shows no Brasil?
No que diz respeito ao público, a receptividade aqui não é muito diferente, ainda bem! Mas ainda falta espaço para a música brasileira, infelizmente. Tinha que ter uma democratização dos palcos para shows, assim como nas rádios e meios de comunicação. Se artistas que, assim como eu, têm maior visibilidade no exterior tivessem mais espaço aqui, tenho certeza de que o público estaria presente. A música brasileira é tão rica...acho uma pena não ter mais incentivo.

Escrito por Amanda Scarparo
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