Time Out Rio de Janeiro

A poesia de Maria Bethânia enamora

A cantora baiana fez show extra “Cartas de Amor” no Vivo Rio 

Depois do sucesso do passado abril, Maria Bethânia ofereceu um segundo show da sua turnê “Cartas de amor” no Vivo Rio na sexta, dia 24 de maio, cujas 2.000 entradas foram esgotadas poucas horas após o início das vendas.

O espetáculo baseado no álbum “Oásis de Bethânia”, lançado no ano passado, trouxe uma sonoridade marcante e diferente dos seus trabalhos anteriores, além de um texto inédito dela que batiza este show. A aposta em cena foi pensada até o último detalhe, da iluminação aos arranjos, da banda ao maestro, da cenografia ao figurino, tudo parece novidade nessa turnê, uma amostra mais do que Bethânia, que aos 67 anos de idade e aos 48 anos de carreira, se renova sempre.

Sucessos de sua carreira como ‘Fera Ferida’, ‘Lua Branca’ ou ‘Só vendo que Beleza’ foram os mais aplaudidos. Ela também deleitou com canções inéditas em sua voz e músicas do novo CD que incluem versões de cantores como ‘Casablanca’ de Roque Ferreira ou ‘Velho Francisco’ de Chico Buarque. E ainda no roteiro, um medley de sambas de roda ligados por linha tênue à chula, costurados por ‘Reconvexo’, a música que Caetano Veloso fez para sua Irmã. Assim, Bethânia não deixou o Brasil rural de lado nem esqueceu os clássicos de seu repertório.

Com o seu estilo e classe, a cantora levou o publico e os músicos durante uma hora e meia num estado puro de poesia: “De noite e de dia, madrugada fria, Quando a natureza sonha. Será, o que seria, miragem, poesia”. Agradecida e feliz com a presença de um público tão entregado, a baiana presenteou-los com 3 bis sem músicos no final do show.

O pianista Wagner Tiso, a convite de Bethânia, traz para seu tempero mineiro a este show. Além de Wagner, Gabriel Improta surpreendeu com o seu violão e guitarra, e o ritmo de Pantico Rocha, bateria, foi descrito por Bethânia como “a intensidade de Rio de Janeiro”.

A composição de luz e cor trocavam segundo a potência da música e iam a tono com os seus movimentos, que descalça, dançava no palco vazio preenchido por um tapete de tiras entrelaçadas, costuradas artesanalmente uma a uma.

Bethânia parte para encerrar o Ano do Brasil em Portugal com apresentações no Porto e em Lisboa de suas leituras de poesia no Bethânia e as Palavras nos dias 7, 8 e 10 de junho.
 

Escrito por Anna Veciana
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