Time Out Rio de Janeiro

Orquestra Voadora

Ela voa pela cidade e traz alegria, com repertório diversificado  

Fazer carnaval o ano todo. Essa é a intenção do grupo de músicos que se reuniu em 2008 e formou a Orquestra Voadora. Os 15 integrantes se conheciam dos blocos carnavalescos do Rio e resolveram se unir para tocar durante o ano todo. O repertório não precisa ser de sambas ou marchinhas, eles tocam de tudo. Até música africana e balcânica fazem parte do setlist.

A orquestra é apenas uma das muitas que surgiram nos últimos anos na cidade e que estão revitalizando a cena musical carioca. São pessoas, a maioria com ocupação formal, que adoram tocar e estão por aí levando sambas antigos e novos, marchinhas, e até rock no formato de big bands.

Leonardo Campos é advogado, toca trombone na Orquestra Voadora e lembra do início do grupo. "A nossa ideia era continuar tocando o ano todo. A Elisa Lucinda faria aniversário e a banda dela convidou o Thiago (trompete) para tocar na festa. Aí ele reuniu a galera para formar uma banda e nos encontramos para ensaiar no dia 24 de fevereiro. Então, fomos tocar. Era uma sala lotada e cheia de meninas, e todo mundo suando muito", lembra.

O que chama atenção na banda é o nome. Leo Campos explica que o grupo ficou sem nome durante algum tempo até que houve uma votação e ficou decidido que se chamaria Orquestra Voadora. O trombonista explica. "Alguém sugeriu o nome, que é pela nossa autonomia de ir tocar em qualquer lugar. Por isso é Voadora. Mas não foi unanimidade, até hoje tem gente reclamando".

E a banda faz jus ao "voadora", garante Leo Campos. Os ensaios, por exemplo, são feitos a céu aberto no Aterro do Flamengo. O músico conta que a banda gosta de tocar na rua e vai para qualquer lugar, chique ou modesto. "A gente já tocou até num piscinão em Ramos, no Complexo do Alemão. Era uma pedreira imensa na qual começou a brotar água e virou um piscinão. Aí o pessoal da comunidade invadiu e fomos tocar lá no evento chamado Abraço ao Lago, para manter o piscinão para a comunidade".

A Orquestra Voadora também realiza seus trabalhos sociais. Eles têm uma parceria com o grupo Doutores da Alegria. O grupo leva a música para três hospitais públicos: Santa Maria, em Jacarepaguá, Tavares Macedo, em Itaboraí, e Eduardo Rabelo, em Campo Grande. O grupo promove também a batalha de fanfarras, na qual convida outras orquestras para um desafio nas ruas cariocas. E há também o bloco de Carnaval. Em 2011, foi um dos que mais reuniu gente, no Aterro do Flamengo.

Em novembro, a banda fará um show inédito junto com O Monobloco, um evento considerado um abre alas para o Carnaval 2012. Além de apresentações regulares na nova casa de shows, queridinha dos produtores na noite, o Studio RJ.

Escrito por Bruno Uchôa
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