Time Out Rio de Janeiro

Crítica: Junio Barreto

Disco musicalmente interessante do início ao fim

Qualquer novo lançamento de Junio Barreto é dominado por sua voz – um cantarolar relaxado, porém poderoso e cheio de personalidade – e com Setembro a história não é diferente. Junio flexiona suas cordas vocais por dez faixas que variam entre o samba-jazz clássico e canções cheias de um suingue despretensioso com toques de ska e reggae.

Músicas como “Serenada Solidão” e “Gafieira da Maré” são o tipo de sambas modernos que farão você querer dar um pulinho na praia imediatamente. Por outro lado, há faixas reflexivas como “Alento da Alagoinha”, cujos batuques desarranjados flertam com o late night jazz. Na verdade, a percussão tem um papel primordial neste disco, assegurando que você pode dançar todas as canções, esteja a festa animadíssima ou já devagar, em ritmo de última dança da noite.

Junio reúne alguns dos melhores jovens músicos brasileiros neste álbum, como Céu, os caras da Nação Zumbi e até mesmo Seu Jorge, que toca violão em uma faixa. Eles ajudam a manter o disco musicalmente interessante do início ao fim, deixando uma mistura musical que vai fazer seus pés se mexerem, bem como garantir que você queira ouvir essas canções repetidas vezes.

Escrito por Time Out Rio de Janeiro editors
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