Time Out Rio de Janeiro

Crítica: Banda Black Rio

Supernovasambafunk

A morte prematura de Oberdan Magalhães, em 1984, provavelmente causou um desvio inesperado no caminho originalmente previsto para a Banda Black Rio, mas, a essa altura, o grupo composto por sete músicos já havia deixado sua marca definitiva no futuro da música brasileira. O lançamento do álbum de estreia da banda, Maria Fumaça, com sua incomparável pegada, marcou uma nova era na música negra do Brasil, pegando carona na onda de interesse nos EUA por músicos como James Brown e Kool and the Gang, apenas para citar dois exemplos.

O filho de Oberdan, William, está agora assumindo o manto sagrado e reacendendo a chama funk do grupo graças a um novo álbum lançado pelo Far Out Recordings, selo de música brasileira sediado em Londres. Além de misturar estilos como jazz, samba, funk e soul de um jeito original que levou Mos Def a regravar a banda, o disco adiciona ao caldo o hip hop, no mix feito por Flame Killer, frequente colaborador de Mobb Deep, na despojada faixa Back to the Project.

Também há espaço para duas lendas genuínas da música brasileira: Elza Soares (no suingue delicado de Isabela) e Seu Jorge – em parceria com Mano Brown – em Louis Lane. E, fechando o álbum, estão os talentos inegáveis de Gilberto Gil (sussurrando gentilmente em Irerê) e Caetano Veloso (na curtíssima faixa bossanovista Aos Pés do Redentor).

Qualquer um que espere o poder da formação original pode se decepcionar um pouco, mas como uma viagem do Rio de Janeiro a Nova York, com escala em Paris, este disco é uma viagem perfeitamente intrigante.

Escrito por Doug Gray
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