Time Out Rio de Janeiro

Tour dos quiosques de Copa

Uma viagem de ponta a ponta pela orla da princesinha do mar, Copacabana, revela opções em abundância para clientes exigentes até aqueles que priorizam apenas uma bela vista

Há pouco tempo atrás, todos os quiosques eram de madeira, no estilo “pé sujo”. Desde 2007, muitos dos quiosques se renovaram e ganharam um ar elegante de bar-restaurante, com um look mais moderno de vidro, banheiro e serviço de mesa. Mesmo assim, ainda hoje muitos deles mudam de dono com muita frequência e tornam-se verdadeiros mutantes no seu estilo e identidade, tornando difícil a conquista de uma clientela a longo prazo. O carioca também não tem exatamente a cultura de fazer refeições nos quiosques, deixando esta parte para os “gringos”, que dividem a meia dúzia de mesas com os locais.
Porém os quiosque, sendo eles mais casuais ou mais arrumadinhos, tem sempre a magia da brisa do mar para o bebedor informal.

Na extremidade do Leme, com uma vista deslumbrante das rochas até o outro lado da Praia de Copacabana, o quiosque 'first' (na realidade número zero, pois fica bem grudado à rocha do forte do Leme, anterior ao número 1 ) é um diamante bruto. O serviço é alegre (sem dúvida, um subproduto do local) e o clima de refúgio se estabelece com o bando constante de pescadores passado ao longo das rochas e a água azul marinha daquela parte da orla. Cerveja gelada e excepcionalmente barata (R$ 3/lata) e peixe frito simbolizam os simples prazeres que tais lugares oferecem.

Seguindo pelo orla, os quatro primeiros quiosques oficiais da praia do Leme são decentes e recentemente remodelados. Em frente frente, os jogos de vôlei são um bom entretenimento de se assistir. O quiosque número cinco, Antonios, se destaca pela pizzas razoável feita na hora (R$ 7), enquanto as palmeiras ao redor ajudam a criar uma atmosfera única. Caipirinhas de maracujá, bem como a versão tradicional de limão (R$ 9) são bem feitas. O chopp sai por um preço salgado (R$ 5), mas vem servido em uma caneca de vidro satisfatoriamente gelada. A conexão wi-fi é bem rápida aqui.

Os número sete e oito são parte dos quiosques sem graça, com patrocínio da Skol, que vendem salgadinhos industralizados e o que mais tiver sobrado. Igualmente os seguintes são patrocinados pela Coca-Cola e mais parecem abandonados. O serviço foi pouco amigável e na maioria, as máquinas de chopp estavam quebradas, por outro lado vendem garrafas de Skol por apenas (R$ 4,30). O número onze é um outro “padrão Skol” com o nome de Manabeira.
Em frente ao hotel Windsor Atlatica, fica o surpreendente Ray e Sarah, uma variação agradável dos quiosques patrocinados todos iguais. O nome é uma homenagem a dois filhos (de dez) do proprietário. A cerveja de lata sai por razoáveis R$ 3,50, mas é a gama de destilados é o grande mote para os mais aventureiros. O hamburger X-Egg (R$ 5,50) é estilo “direto ao ponto” e se propõe a matar a fome sem frescura. A porção de sardinha (R $ 20) é decente, embora coberto por uma polegada de fritura.

O mundo dos quiosques no Leme não termina com chave de ouro, mas sim com mais dois quiosques patrocinados pela Nestle (posto 13) e TNT (posto 14). No final da praia, não há como não notar o Lixometro (um placar medidor de lixo), lembrando-nos do nosso dever para com o planeta com a notícia de que (no dia do nosso tour) 541g de lixo estavam sendo gerados por pessoa por dia no Rio de Janeiro.

Copacabana propriamente dita começa com os simples quiosques Gabi e Socôco, antes das torres de posto salva-vidas, onde há um quiosque Skol bem posicionado, pouco antes do Copacabana Palace. Felizmente, dada a clientela vizinha, o padrão da caipirinha é alto e você pode pedir uma porção de linguiça frita com limão (R $ 15) com a sua lata de cerveja gelada no capricho (R$ 4). Há também uma enorme pilha de cocos com custo baixo (R $3) para aqueles que beberam demais ou para quem pretende manter-se no clima dos corpos atléticos da Orla.

Em frente ao Copacabana Palace tem a Pizzaria Rainbow, um dos quiosques gay friendly. Enquanto você espera por alguma celebridade nacional ou internacional que esteja hospedada no hotel, você pode desfrutar de um copo de Francesinho (R$ 9): uma versão bem “arco –íris” de chopp com um toque de cassis. A Piña Colada (R$ 12,50) também é bem saborosa e a lista de cocktails é extensa.

O quiosque Brahma (10) tem um agradável terraço aberto e serve uma selecção decente de cervejas, incluindo um copo de meio litro (R $ 6,70) e chopp escuro (R$ 6,50). Por alguma razão a band TV têm uma base no número onze. A Copa e Arte Creperia e o China in Box não são nada animadores, embora os clássicos rolinho primavera possam quebrar um galho se precisar de algo no estômago (R$ 7,90).

Os quiosques seguintes da Riotur, é um ponto de informações turísticas bem completa caso você esteja com algum gringo a tiracolo, seguido por um Banco do Brasil e o fast food Habibs. Caso você não conheça essa rede, saiba que não perdeu nada além de esfirras ruins e baratas.
Finalmente o quiosque Trés (18) é uma necessidade absoluta de se conhecer. Nas mãos de um francês que vive no Rio desde 2011, a comida é bem pensada e a lista de bebidas é substancial. Boeuf Bourguignon, panquecas, massas e sanduíches deliciosos estão no menu, mostrando todo o potencial que um quiosque pode ter. O seguinte, da Brahma, tem música ao vivo ocasional, mas nada mais além disso chama a atenção.

Seguindo em frente, o Champagneria é outro com toque mais sofisticado, onde um copo de vinho espumante (R$ 14) ou uma garrafa de Veuve Clicquot (R$ 223) são uma pausa agradável pós praia. O quiosque Maré Mansa tem sido conhecido por ter improvisações de DJ e é geralmente mais animado do que a média da vizinhança.

O bizarramente-intitulado Pizza em Cone serve literalmente o que assina: diversos sabores de pizza no formato de cone (R$ 6,50) que funcionam surpreendentemente bem. Uma boa caipirinha de maracujá (R$ 8) e um chopp decente (R$ 4,30) também são possíveis por aqui.

Com uma excelente localização em frente ao Sofitel e com vista para toda a orla de Copacabana até o Pão de Açúcar, o Posto 6 é a opção de restaurante mais 'completa'. Aproveitando o mercado de peixe ao lado, o menu oferece clássicos brasileiros e uma salada de frutos do mar fresquíssima, algo que surpreendente não conseguimos encontrar em nenhum dos quiosques anteriores, que ficam igualmente à beira mar.

Escrito por Doug Gray
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