Time Out Rio de Janeiro

O melhor da França no Rio

Cruzar o Atlântico pra quê?.

Croissant e gente limpa no mesmo lugar? Sim senhor!

A Time Out Rio selecionou lugares que são verdadeiros pedacinhos da França aqui em solo carioca. Longe do frio europeu e da famosa e típica nhaca francesa, veja as dicas de como aproveitar o melhor da cultura francesa na cidade. 
 

Uma boulangerie: Guérin
Andar na rua com uma baguette de debaixo do braço? Agora você também pode fazer isso bem ali na Avenida Nossa Senhora de Copacabana. Quando Dominique Guérin ressuscitou a boulangerie familiar aberta em1921 em Paris, surgiu um dos lugares franceses mais autênticos do Rio. Baguettes crocantes, pães rústicos, croissants acobreados. Cheiro de manteiga fresca, de trigo louro recém-moído. Tartelettes que brilham, frutas fresquinhas, que acabaram de ser picadas. Éclairs barrigudos, como se estufassem o próprio peito, orgulhosos do seus recheios. A boulangerie é de verdade, e lembra aos olhos e aos narizes franceses cores e cheiros esquecidos. Merci.

Uma pâtisserie: Paradis
"Qual é seu preferido?" Perguntei para a moça do Paradis (paraíso em francês), tentando achar uma luz na vertiginosa gama de cor da vitrine de macarons.  "Pistache. Você vai querer?", ela responde. Assim começa o dilema da escolha, que faz você sair da loja com uma certeza: eu preciso voltar. Pouco importa o sabor, todos têm um merengue bem crocante mas sem ser seco, e um recheio cremoso sem muito açúcar: exatamente o que se espera de um Macaron bem feito. Os tradicionais não faltam, Chocolate Intenso, Amêndoa ou Framboesa; e adaptações ou versões abrasileiradas, como Brigadeiro, Beijinho de Coco e Manga. O pâtissier Pierre Vernet-Cornet prepara também trufas e chocolates com cara de brigadeiros, feitos com o chocolate legítimo francês Valronha. Sem dúvida os melhores Macarons da cidade, quiçá do Brasil. E você, qual é seu preferido? Uma luz: Caramelo com flor de sal.


Uma creperia: Le Blé Noir

A verdadeira Bretanha! Nada de melhor que um crepe bem crocante com um copinho de cidra. Ainda mais quando é o bretão Alain Caro que faz a mágica virar crepe. Nos crepes salgados, a farinha de sarrasin (um trigo sarraceno orgânico) importada dá a pontinha de amargor que faz a diferença toda. A massa é muito fina e nunca pesada. No cardápio, as criações de Alain valem a experimentação como a Poulet au Cidre (R$20), com peito de frango, cogumelos, cidra, pedaços de maçã, creme de leite e mostarda Dijon. Queijo de cabra, molho de vinho ou roquefort, todos os ingredientes são de primeira qualidade e se combinam com bom gosto. Não deixe de provar a cidra, o tradicional suco de maçã fermentado e gaseificado servidos em copinhos especiais. Jantar no Le Blé Noir é como estar em Bretanha, só que do lado de cá do Atlântico.

Uma boucherie: CT Boucherie
Mosaicos brancos nas paredes, garçons vestidos de aventais e fantásticos saucissons pendurando no teto. O bistrô de carnes de Claude Troisgros tem sim a cara de boucherie (açougue) tradicional. Uma carne, um corte e um molho; o conceito da boucherie do CT é simples e eficaz. Os acompanhamentos são servidos em panelas na mesa (o purê de batata baroa e o chuchu gratinado são altamente recomendados) e incluídos nos preços das carnes. Para abraçar a tradição pura da cuisine de bistrô, escolha o molho Bordelaise, Moutarde de Meaux ou ao Poivre. Ou experimentam o Chimichuri, ou a Thomas BBQ sauce para um toque mais Troigros. É proibido não pedir a Mousse de Chocolat na colher de sobremesa.

Um restaurante gastronômico: Le Pré Catelan
Se adaptar ao paladar brasileiro sem trair a cozinha francesa foi o aposta do chef estrela Roland Villard que dirige a cozinha do Pré Catalan desde 1997. Além de um cardápio francês elegante e impecável, Roland criou dois menus de degustação explosivos (Menu Amazônia e Menu Arroz e Feijão), que jogam sem vergonha os sabores regionais brasileiros entre as técnicas tipicamente francesas. A viagem pela Amazônia traz na mesa o tucunaré, um peixe de água doce servido ao leite de coco, seguido por outros peixes de rio como o pirarucu em crosta de caju ou o tambaqui, com purê de mandioquinha. A biju, crepe de tapioca dos índios tupi-guarani recheado com frutos do mar, palmitos e geléia de pimenta vale a experimentação. As frutas do Nordeste também entram no cardápio: o caju e a jabuticaba temperam a costela de boi; o bacuri um pastel de siri. O chef revisita até o moqueca ou o tucupi dos índios de Belém. Roland Villard serves os pratos brasileiros à francesa, nas regras da arte, no ambiente chic do Le Pré Catelan.

Buffet em casa: Voilà Haute Cuisine
Um chef francês brincando com as panelas da sua própria cozinha:  é a proposta da Voilà Haute Cuisine, chef a domicilio, dirigidos pelos dois jovens Arnaud Gouxette e Xavier Aurelle. Cada cliente é visto como uma chance de criar e inovar, raramente os pratos são repetidos. O menu personalizado é elaborado com o cliente, em função dos gostos e dos orçamentos. Alem do cardápio, o Voilà cuida de tudo, e propõe também um serviço de florista, sommelier, uma degustação de chocolates, charutos e até manobrista. Sim, o paraíso tem preço: à partir de 700 reais sai o jantar para dois.
(21) 8707 0002

Beber vinho! Club du Taste-Vin
Os vinhos que os franceses bebem. Sancerre, Riesling, Médoc ou Saint-Emilion, a seleção do Club du Taste-Vin é meticulosamente escolhida. François Dupuis, 32 anos no Brasil e mil e um vida, cai no vinho desde criança. Sempre renovando a seleção, voltando à França de tempos em tempos para degustar cerca de 2000 vinhos por ano. François recomenda para o inverno carioca o Cahors Château Pineraie 2008 (R$60 a garrafa).
O Club do Taste-Vin entrega no Rio de segunda a sexta-feira, por uma taxa de R$15 para pedidos até R$350. Uma boa pedida é provar também os vinhos orgânicos franceses selecionados por Bionysos.

Um Foie Gras: Madame Foie Gras
A boa noticia é que o Foie Gras, obra-prima da gastronomia francesa,  chegou ao Rio.
A Madame Foie Gras Catherine, cozinha em casa enquanto seu filho Jéremie cuida da parte empresarial. O Foie Gras clássico de Catherine é cozido au torchon, enrolado em um pano que dá a forma para o Foie Gras e impede a perda de gordura durante o cozimento (essencial para o sabor final). Além da versão clássica, Catherine criou versões mais temperadas, como o Foie Gras de figo, de flor de sal com pimenta Espelette (pimenta do Sul-Oeste da França, região mãe do Foie Gras) e o Carioca, com chutney de manga, abacaxi, gengibre e pimenta Espelette. Por enquanto, Madame Foie Gras trabalha sob encomenda para preservar o frescor do produto, com um ponto de venda na cidade, o proprio Guérin. Prova de que os grandes espíritos encontram-se sempre. Compre e esconda: o Foie Gras sobreviveu apenas 15 minutos aqui na redação da Time Out Rio.  100g custam R$90 e pede-se três dias entre o pedido e a entrega.
(21) 8107 2717 ou madamefoisgras@gmail.com

Um hotel: Casa Mosquito

Um hotel-boutique numa casa colonial dos anos 40, cheia de peças de design francês e brasileiro, inspirada do estilo vintage 50’s. Com a Casa Mosquito, primeiro hotel de charme de Ipanema, os criadores franceses Benjamin Cano e Louis Planès juntam um meticuloso senso de detalhe com um estilo depurado. Pátio cheio de flores, varanda privada e vista sobre a baía de Copacabana: os ambientes mudam de um quarto para o outro, é sé escolher uma das dez suítes, batizadas com nomes de cariocas legendários. No cardápio do jantar, surpresa! A Chef Monique Giabatti, formada na escola Alain Ducasse, inventa diariamente um novo menu degustação (R$145).
Para a vista do mar, escolha as suítes Tom Jobim ou Madame Satã.

Um criador de roupa: Quasinu
Aquela clássica história: a modelo francês Marine Levesque chegou no Rio para o Reveillón de 2000 e não foi mais embora. Aqui, ela criou uma marca de biquínis, a Quasinu. Sobriedade e linhas apuradas, um pouquinho mais de tecido que os famosos brasileiros: dá para ver o toque francês no estilo da marca. Um estilo neo-retrô, muito inspirado nos biquínis dos anos 50 e 60. Por enquanto, as pecas estão disponíveis exclusivamente sob encomenda. Marine: (21) 2544 2533 

 Um cinema: Cinemaison
O Cinema da Maison de France, no mesmo endereço que o consulado, exibe toda segunda-feira filmes franceses clássicos ou recentes, seguidos por debates e convidados especiais. Os filmes são legendados em português e as sessões, gratuitas.
Segunda- feira que vem, dia 23/07, a noite é de Truffaut. A exibição começa às 18h  "A Mulher do Lado" (1981) com Fanny Ardant e Gérard Depardieu, e às 22h o documentário de Serge Taubiana "François Truffaut, uma autobiografia" (2004). Avenida Presidente Antônio Carlos, 58 - Centro (21) 3974 6644

Uma livraria: Livraria da Travessa
No Rio não localizamos uma livraria especializada em literatura francesa (se você sabe de alguma, por favor nos avise). Porém, a Livraria da Travessa em Ipanema propõe uma oferta interessante de livros franceses e/ou em francês, novelas, romances, ensaios e a coleção Folio quase completa. Já dá para matar as saudades do idioma. Rua Visconde de Pirajá, 572 - Ipanema (21) 3205-9002

Um Teatro: Teatro Maison de France 
O principal palco da programação francesa, recebendo espectáculos de teatro, dança, música e concertos. Obras francesas, mas não só, o Teatro recebe também peças nacionais e estrangeiras. Espectáculos de prestígio com grandes nomes da dança como Ana Botafogo, da música como Bibi Ferreira e do teatro. Agora, a peça Seis Aulas de Dança em Seis Semanas, do americano Richard Alfieri está em cartaz no Teatro Maison de France. Avenida Presidente Antônio Carlos, 58 - Centro (21) 2544 2533


Merci Aurélie!


Escrito por Marie Moley
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