Time Out Rio de Janeiro

O Rio por Marcelinho da Lua

As batidas da cidade que fazem a cabeça do DJ

DJ, produtor musical, colecionador de vinis, radialista e praticamente um embaixador da música brasileira no mundo desde os anos 90. Esse é um resumo dos 1001 talentos de Marcelinho da Lua, que é natural aqui do Rio de Janeiro. Ele vai do samba ao funk, do rap à MPB com propriedade e, assim, conquistou credenciais para transitar em diversos meios musicais com seus remixes potentes. Canções como Cotidiano, de Chico Buarque na voz de Seu Jorge, e Refazenda, de Gilberto Gil, ganharam batidas irresístivelmente dançantes, que lhe renderam o título de representante da música eletrônica brasileira no mundo e alguns prêmios: Da Lua é bicampeão tanto no Prêmio da Música Brasileira (categoria eletrônica) quanto no MTV Awards. 

Se você fosse um lugar no Rio de Janeiro, você seria?
O Parque Guinle, complexo modernista, um palácio estilo Belle Époque, acesso gratuito, sem cerca, super bonito e muito popular! E o coração do meu bairro, Laranjeiras.

Uma música que seja a cara da cidade / que te faz lembrar do Rio quando está viajando:
Waldomiro Pena do Jorge Ben. O Bossacucanova, minha banda, regravou no último disco.

Uma personalidade carioca:
Cartola, elegância ímpar e sambas de outrora que me deixa saudoso de uma época que adoraria ter vivido! Vivo, é o Paulinho da Viola mesmo tipo de corte de Cartola. E amo Nelson Cavaquinho.

Uma saudade (lugar, pessoa, atividade ou época):
Final dos anos 80 início dos 90 no Rio De Janeiro, baile funk, Garage art cult, Dr. Smith, Circo Voador, Sony Rollins no parque da Catacumba, free Jazz, veneno da Lata, Leblon Maldito, posto nove de cueca e Mangueira pós Maracanã de portas abertas!

O melhor do Rio:
O chopp gelado, as praias, as florestas, a música...Nossa história e os nossos "desenroles" particulares!

O que na cidade “não está fácil para ninguém”:
O deslocamento e a violência.

Dia ou a noite?
Adoro o dia para aproveitar meu filho, mas as noites quentes de verão carioca sempre me chamam pro sereno e seu clima idílico!

MPB, samba ou funk?
Adoro os três, mas nenhum existiria sem a manifestação do samba. O samba é muito mais do que um tipo de som, até porque existem diversos estilos. O samba é um lugar, uma roupa, um jeito de falar, uma reunião, um encontro, uma batida, um modo de levar a vida, pergunte ao Martinho (da Vila)!

Um lugar no Rio para:

Fugir? Paquetá, o desencontro com o tempo já começa na barca e gosto muito das praias escondidas de Arraial do Cabo.

Fazer compras? Babilônia Feira Hype e O Cluster, mercados alternativos e que dão um valor destacado pra música e pra turma do Vinyl. E, pra comprar vinil, Supernut Mara Records, 30 mil discos em estoque!

Comer bem? Casa Caranday, Maya Café, Mira e Salete.

Descansar? Ouvir reggae e cozinhar em casa para a mulher e o filho.

Se divertir? Casa Daros e parque de Madureira, duas conquistas recentes do novo Rio de Janeiro, com diversão, diversidade social, arte, lazer e esporte em espaços amplos, muito bom para os filhos.

Se apaixonar? Nas quadras de samba da nossa zona norte! As que mais conheço, são Mangueira, Império Serrano, Portela e Padre Miguel. A alta temperatura do recinto, a cerveja gelada e a bateria deixam as mulheres cariocas, como? Não há nada mais quente!

Pegar uma praia? Leme, mais perto de casa, ou arpoador fim de tarde.

Se inspirar? Comprar e escutar vinil e dar um rolé de skate.

Ver o pôr do sol? Clube Costa Brava, indescritível.



Escrito por Bruna Velon
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