Time Out Rio de Janeiro

Rio Paralelo

Rota cult carioca, porque "cultura não é dinheiro"

O Rio sempre teve uma cena artística borbulhante. Atualmente corresponde a 70% da produção nacional de cinema, é a cidade brasileira que mais se consome teatro e a segunda cidade que mais “fabrica” novos músicos e bandas (apenas atrás de São Paulo). Porém com o assunto onipresente das olimpíadas e da Copa do mundo, a cidade tem recebido cada vez mais investimentos, que estão criando novas possibilidades de entretenimento. Os eventos culturais de grande escala como a virada cultural carioca ou o próprio Rock in Rio, tem mostrado que há um grande esforço em criar eventos de grande escala. A concentração da maior parte da cena musical nas mega casas de show, por exemplo, também fala muito da predileção dos produtores por números grandes.


Em paralelo a massificação da cultura e da música, há uma parcela de cariocas que preferem o low profile, o alternativo, o cult e tudo que é nostalgicamente carioca em sua essência. Alguns estabelecimentos tem lugar marcado no coração do Rio, seja pela representação histórica e de identidade da cidade, para quem cresceu junto com eles, seja pela sua característica de heróis da resistência perante um mercado cultural aonde as escolhas do que é oferecido ao seu público são decididas a partir do lucro.


E foi com essa bandeira de laboratório de universos autorais, que foi criado o Rio Paralelo (http://www.rioparalelo.com).Tudo que é novo ou clássico e essencialmente de quailidade é o que interessa para estes 20 (até agora) estabelecimentos filiados.
É o caso da livraria Baratos da Ribeiro, que há 10 anos vendem livros e discos com uma curadoria “feita com o coração”, aonde vende-se o que é de qualidade, independentemente se é pop ou não, conta Maurício Gouvea, sócio fundador da loja, que é rota obrigatória dos intelectuais de Copacabana.


A rota “cult” carioca será formada por livrarias, cinemas, casas noturnas, lojas e bares, estabelecimentos e pretendem oferecer um clube de vantagens para seu público alternativo (como carteira de desconto), e fomentar atividades cruzadas como, por exemplo, uma sessão temática no Cine Jóia, seguida por um evento de música do mesmo tema na Casa da Matriz. “Queremos aproveitar esse momento de retomada da economia da cidade e pegar carona”, explica Rafael Aguinaga do Cine Jóia. “Vamos continuarem criando novas formas de produção, comercialização e distribuição de bens e serviços culturais para os cariocas antenados”


E se você faz parte dos 100 mil pessoas, que frequentam esses estabelecimentos cults, fique de olho no movimento!
 

Escrito por Alice Kuntz Moura
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