Time Out Rio de Janeiro

Pequenas Tragédias

Pequenas Tragédias tem apresentação única na Casa de Cultura Laura Alvim

Este evento terminou

Pequenas Tragédias

Preço de R$ 10 até R$ 20

Data Sex 05 Abr 2013

Horário de funcionamento 20h

Avenida Vieira Souto, 176, Ipanema

Telefone (21) 2332 2016

Estações próximas
Metrô General Osório

A partir do dia 05 de abril, a atriz Ana Carbatti (intérprete de Zenaide, na novela “Lado a Lado”, da TV Globo) verá realizado um sonho acalentado há tempos – a encenação de quatro das peças teatrais escritas pelo poeta russo Alexander Pushkin (1799–1837), cuja produção dramatúrgica é ainda bem pouco conhecida no Brasil. Pushkin, considerado por muitos como o maior poeta russo e fundador da moderna literatura russa, é o autor do clássico romance em versos “Eugene Onegin”, considerado por muitos a mais importante obra da moderna literatura russa.

Sob o título de “PEQUENAS TRAGÉDIAS”, a peça é composta por quatro textos que receberam tradução exclusiva por Sean McIntyre, Doutor em Letras pela Universidade de Stanford, com especialização em literatura da Europa Central do século XIX. A direção é de Fabiano de Freitas (co-diretor da recente montagem de “O Médico e o Monstro”, e diretor de “Feriado de Mim Mesmo”). Este projeto foi contemplado pelo FATE - Fundo de Apoio ao Teatro 2012, através da Secretaria Municipal de Cultura do Rio de Janeiro.

Nestes textos, Pushkin reúne personagens da cultura popular para abordar temas como melancolia, satisfação, genialidade, modernização, desejo e vitalidade. Os personagens centrais da ação colocam em cena questionamentos sobre os desafios da experiência moderna: o isolamento, a fragmentação do indivíduo, o egoísmo de uma sociedade puramente capitalista.

“Mozart e Salieri” (1830) é o texto da peça que deu origem ao genial longa-metragem de Milos Forman, “Amadeus”; “O convidado de pedra” (1830) foi inspirado em Don Juan; o esboço dramático “Cena do Fausto” (1825) no Fausto de Goethe; e “Conversa entre o Livreiro e o Poeta” (1824). Os três últimos são encenados pela primeira vez no Brasil.

"Pushkin pensava sua arte como uma mensagem dentro de uma garrafa lançada ao mar, para o futuro. Nosso desafio é receber e encarar essa palavra com o olhar da contemporaneidade. O teatro do Pushkin já carregava um forte sentido de experimentalismo, tão intenso para sua época que sua obra dramatúrgica não foi montada em seu tempo. Era realmente uma mensagem pro futuro."

"Na nossa montagem, os personagens clássicos e até históricos, de Pushkin, são acessados através de dois atores, personagens de si mesmos, retirados de uma possível festa. Nesta antessala, esse não-lugar, acontecem as Pequenas Tragédias.", afirma o diretor Fabiano de Freitas.

São releituras de personagens lendários, parte de um dos principais projetos artísticos de Pushkin. Para o autor, estes personagens em conjunto representavam uma resposta artística ao romantismo europeu e uma tentativa de elaboração de um modelo de arte popular dinâmica. Pushkin foi pioneiro no uso da língua coloquial em seus poemas e peças, criando um estilo narrativo - mistura de drama, romance e sátira. Como poeta, fazia uso de expressões e lendas populares, marcando os seus versos com a riqueza e diversidade do idioma russo.

"Tenho um envolvimento profundo com os textos que compõem “PEQUENAS TRAGÉDIAS”. Há dez anos em contato com este material, agora realizo o antigo desejo de viver personagens que me eram 'proibidas' por uma simples questão de gênero. Pushkin me abriu esta porta, desmitificando Fausto e Don Juan e dando-lhes a humanidade perfeita para que mesmo uma mulher pudesse representá-los. Além disso, dar voz a um texto brilhantemente escrito para dividir com o público angústias tão inerentes ao artista, é um alento!", afirma a atriz e idealizadora Ana Carbatti.

SINOPSES

“Mozart e Salieri”

O jovem músico e compositor Wolfgang Amadeus Mozart, rebelde, virtuose e dono de um talento incomparável, é alvo de inveja de Antonio Salieri, músico oficial da corte austríaca. Mesmo idolatrando Mozart, Salieri despreza o modo de vida desregrada e nada convencional do gênio. Humilhado com o talento insuperável de Mozart, ele trama a morte do jovem músico, que está às voltas com a composição de um réquiem encomendado por um misterioso cavaleiro encapuzado.

“O convidado de pedra”

Don Juan, de volta à cidade de Madrid, se apaixona - como sempre - por uma viúva, cujo esposo foi morto por ele. O sedutor mais famoso da história literária então manda seu servo convidar a estátua da lápide para jantar com ele e a viúva, alvo de sua nova conquista. Após a performance de algumas músicas, em um momento operístico, aparece o então chamado "convidado de pedra", dando fim ao anti-héroi.

“Cena do Fausto”

Relata a tragédia do Dr. Fausto, homem das ciências que, entediado e desiludido com os conhecimentos de sua época e no afã de superá-los, evoca o demônio Mefistófeles, com quem faz um pacto para obter uma vida repleta de prazeres e paixões. Conforme o contrato, o diabo serviria a Fausto, em troca da sua alma.

“Conversa entre o Livreiro e o Poeta”

Um brilhante embate entre um livreiro, comerciante atento aos lucros que poderão advir do poeta, tenta convencer o criador, este focado em seu processo criativo, a comercializar sua obra.

Escrito por Time Out Rio de Janeiro editors
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