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18º Festival de Arte Contemporânea Sesc_Videobrasil

Evento celebra nova edição com mostras e retrospectiva

Este evento terminou

18º Festival de Arte Contemporânea Sesc_Videobrasil

Data 06 Nov 2013-02 Fev 2014

Rua Augusta, 2075, Jardim Paulista

Telefone (11) 3087 0500

Estações próximas
Metrô 2, Consolação

 Um dos festivais brasileiros mais importantes de arte contemporânea está entrando na maioridade neste ano. A 18ª edição do Sesc_Videobrasil acontece de 6/11 a 2/2 de 2014, trinta anos depois de sua criação em 1983, ocupando o Sesc Pompeia e o CineSesc. O que começou como um evento anual e dedicado exclusivamente à videoarte se tornou bienal e incorporou outras formas de arte digital: hoje abarca uma série de manifestações contemporâneas.

Neste ano, a programação inclui a mostra competitiva ‘Panoramas do Sul’, além de uma maratona de 20 horas de retrospectiva, chamada ‘30 Anos’. Acrescente a isso uma agenda repleta de debates e palestras e o festival tem cartas na manga para agradar não apenas os fãs inveterados da arte em novas mídias, como também simples curiosos.

Sebastian Diaz/Divulgação

Cena de ‘Insight’, de Sebastian Diaz Morales 


Comece vendo a exposição principal, ‘Panoramas do Sul’. A seleção criteriosa foi feita por um grupo de quatro curadores liderados pela fundadora do festival, Solange Farkas. Eles pinçaram trabalhos de 94 artistas, de 32 países (com foco no Hemisfério Sul), entre duas mil obras encaminhadas. Um júri de cinco integrantes vai premiar algumasobras no final da primeira semana do evento, mas todos ficam em exibição até o final do festival, em fevereiro do ano que vem.

Embora artistas notáveis de novas mídias, tais como o brasileiro Lucas Bambozzi, o argentino Sebastian Diaz Morales e o libanês Akram Zaatari, tenham sido selecionados neste ano, há um foco na renovação, com artistas mais jovens e promissores, incluindo as estrelas em ascensão Pedro Motta, cujo meio principal é a fotografia, Marcellvs L., mais conhecido pelas instalações de som e vídeo, e a videoartista peruana
Maya Watanabe. Haverá diversas obras provocativas e cheias de nuances dos três.

Apesar de o festival ter aberto a competição da arte eletrônica para todos os formatos e linguagens desde 2011, a maioria das obras continua girando em torno do vídeo. E ainda que haja trabalhos similares, sua extensão abrange uma variedadede preocupações contemporâneas: a devastação da guerra em Mali, as famílias cristãs palestinas marginalizadas em Israel, ou até a sensação de êxtase experimentada por dançarinas de boate.
Jeanno Gaussi/Divulgação

Colagem da série ‘Fragmentos de Kabul’, de Jeanno Gaussi


Quem gosta de trabalhos sublimes pode assistir ao vídeo do artista chileno Gianfranco Foschino, Fluxus: uma silenciosa vídeoescultura de três metros que mostra uma cachoeira glacial do Chile que duplica de tamanho como um protesto ambiental ao atual apoio do governo chileno a projetos hidrelétricos.

De modo parecido, o argentino Charly Nijensohn filma um pequeno grupo de viajantes desbravando os picos das terras congeladas da Patagônia em El Éxodo de los Olvidados, enquanto o paquistanês Basir Mahmood ocupa um território mais pessoal ao focar um homem idoso tentando, sem sucesso, enfiar uma linha na agulha, em My Father – um retrato íntimo da velhice. Nesta era de vídeos que duram apenas alguns segundos no Vine e no Instagram, e que são esquecidos em menos tempo ainda, a mostra é um lembrete de que essa mídia continua sendo uma plataforma vertiginosa para a expressão artística.
Orit Ben Shitrit/Divulgação

Cena de ‘Men Die and They Are Not Happy’, de Orit Ben-Shitrit


Se isso empolga você, não perca a segunda exposição, chamada simplesmente ‘30 Anos’, uma retrospectiva em vídeo da história do festival, em que cinco mil horas foram comprimidas em uma composição que leva pouco menos de um dia para ser vista inteira. Basta ficar um tempo por ali, e surgirão tanto obras-primas quanto tesouros históricos obscuros nos fragmentos de vídeo.

Com acompanhamento de trilha sonora criada pelo coletivo brasileiro O Grivo, prepare-se para uma colcha de retalhos feita de entrevistas e obras de nomes ilustres do universo artístico mundial, tais como Nam June Paik, Marina Abramovic, Gary Hill, Bill Viola, Olafur Eliasson e os cineastas Derek Jarman e Peter Greenaway. Há ainda obras dos célebres colegas brasileiros Eder Santos, Cao Guimarães, Tunga, Tadeu Jungle e do cineasta Fernando Meirelles, todos na tela, imortalizados em vídeo e falando polifonicamente em mais de 200 monitores.

Escrito por Grace Fan
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