Time Out São Paulo

Ocupação Aloisio Magalhães

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Ocupação Aloisio Magalhães

Data 19 Ago 2014-24 Ago 2014

Horário de abertura Ter. a sex., 9h-20h; sáb., dom. e feriados, 11h-20h.

Avenida Paulista, 149, Jardim Paulista

Telefone (11) 2168 1700

Estações próximas
Metrô 2, Brigadeiro

Há poucos dias de terminar a mostra sobre o arquiteto Oscar Niemeyer, o Itaú Cultural traz mais uma exposição da série Ocupação. E o homenageado da vez é O designer Aloisio Magalhães (1927-1982). Nascido em Pernambuco no fim da terceira década do século XX, o artista, que morreu prematuramente em Veneza (aos 55 anos), exerceu um papel fundamental na construção do design brasileiro. Não à toa a data de seu aniversário, 5 de novembro, marca o dia nacional do designer.

A mostra traz o grande legado cultural que Aloisio Magalhães deixou por meio de cerca de 70 de suas obras. A curadoria é de João de Souza Leite, ele próprio um renomado designer, que foi assistente do homenageado e assina importantes identidades visuais, como a do Jockey Club Brasileiro e do Banco Central do Brasil.O arquiteto Vlamir Saturni é o responsável pela expografia da mostra.

“Sendo pintor, designer ou formulador de políticas públicas, Aloisio foi, como sempre dizia, um ‘projetivo’ – alguém inteiramente consciente do que e do como projetar”, observa Souza Leite. Para ele, a Ocupação Aloisio Magalhães homenageia o seu pioneirismo no campo do design moderno, e também o seu pensamento voltado para um desenvolvimento social e econômico mais harmonioso do país, e a sua visão política que transformou, por algum tempo, o trato dos bens culturais no Brasil. “Em toda a sua ação, Aloisio sempre privilegiou a ideia de um projeto de futuro para o país, coisa de que tanto carecemos hoje”, conclui.

Estas três facetas do artista estão divididas na Ocupação Aloisio Magalhães em sete núcleos temáticos, apresentados por uma linha do tempo: Aloisio Magalhães; Um designer em três tempos; Aloisio, artista plástico; O Gráfico Amador; Uma linguagem experimental; Aloisio Magalhães, designer; As possibilidades do objeto impresso; A cultura como objeto de ação política.

Eles se agrupam em três tempos, começando por suas pinturas, gravuras e aquarelas não expostas em São Paulo há mais de 40 anos, e por sua experiência gráfica em O Gráfico Amador. Um “segundo tempo” da mostra, apresenta a sua realização no campo do design propriamente dito. Alguns símbolos empresariais que marcaram a paisagem urbana brasileira por algumas décadas serão reproduzidos e impressos em 3D, como do IV Centenário do Rio de Janeiro, do Banespa e da Bienal de São Paulo. Também serão exibidas cédulas de dinheiro desenhadas pelo artista, entre as quais, a do Cruzeiro dos anos de 1960 e final da década de 1970.

Por fim, a mostra retrata a sua chegada formal ao campo da cultura: a constituição do Centro Nacional de Referência Cultural e seu desdobramento nos mais variados projetos; e a posterior renovação institucional da área da cultura ao nível da administração federal.

Escrito por Time Out São Paulo editors
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