Time Out São Paulo

Centro, 738

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Centro, 738

Data 14 Out 2014-18 Out 2014

Horário de abertura Ter. a sex., 14h-19h; sáb., 11h-17h.

Fauna Galeria
Alameda Gabriel Monteiro da Silva, 470, Jardim América

Telefone 3668.6572

Os 20 trabalhos presentes na mostra contam, a partir da vivência e da experiência de cada artista, um pouco sobre as impressões dos fotógrafos Felipe Russo e Nico Silberfaden em relação aos grandes centros urbanos, das pessoas e dos rastros deixados pelo caminho, além da própria arquitetura, como prédios, calçados, muros e viadutos.

Felipe Russo nasceu e cresceu em São Paulo. E é exatamente por isso que suas fotografias imprimem uma relação mais forte com a cidade. Seu foco não são as pessoas, a massa que transita e que se esbarra todos os dias pelas ruas, e sim os rastros vazios que elas deixam, nem sempre compreensíveis. Postes deteriorados, pegadas sobre o cimento fresco, lixos no chão e calçadas remendadas são alguns dos temas presentes nas obras do artista.

Por ter percorrido o centro de São Paulo muito cedo, geralmente às 5h, Felipe Russo transmite em suas imagens uma atmosfera intimista, quando a luz é suave e as ruas estão desertas. “O vazio e os vestígios da passagem de homens e mulheres por esse centro aludem uma série de questões, tanto sociais como pessoais. Quis traduzir todo o peso presente no silêncio, para que haja uma reflexão sobre a nossa existência dentro de uma grande metrópole”, explica.

Já Nico Silberfaden nasceu na Argentina, mas morou nos EUA, Brasil e, atualmente, vive na França. As constantes mudanças fizeram com que o fotógrafo questionasse a ideia de origem, lugar e cultura, algo que influencia diretamente a nossa percepção da cidade. Para a exposição na Fauna Galeria, ele apresenta fotografias que mostram Los Angeles como um lugar imaginário, carregado de deslocamento, solidão e de desejo de pertencimento.

As paisagens urbanas retratadas por Silberfaden, tão cheias de significados e desejos, representam uma busca do artista e também do espectador por uma identidade própria. Assim, as imagens estão em constante construção, desconstrução e fluxo. No entanto, todo esse movimento representa uma busca contínua pelo espaço que podemos chamar de nosso, independentemente de onde seja. “Conclui, após vários anos em Los Angeles, que eu e esta cidade não possuímos uma identidade particular. Somos um lugar com passado, mas sem história, e por isso quis fazer esse trabalho. São imagens de Los Angeles, mas que poderiam representar qualquer outra grande cidade do mundo”, diz.

Escrito por Time Out São Paulo editors
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