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Histórias Frias e Chapa Quente

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Histórias Frias e Chapa Quente

Data 10 Fev 2015-14 Fev 2015

Horário de abertura Ter. a sex., 10-19h; sáb., 11-17h.

Rua Minas Gerais, 350, Higienópolis

Telefone (11) 3138-1520

Desde 1993, o brasileiro Maurício Dias e o suíço Walter Riedweg desenvolvem projetos que investigam as formas como a esfera privada afeta o espaço público e vice-versa. A individual 'Histórias Frias e Chapa Quente' apresenta um conjunto de obras recentes de Dias & Riedweg que estabelece uma reflexão acerca de fatos ocorridos nas ultimas oito décadas da história da humanidade.

Como em uma máquina “caça-níqueis”, a videoinstalação 'Chapa Quente' (2014) mostra em quatro telas objetos utilizados pela polícia, como capacetes, cassetetes e bombas de gás lacrimogêneo. A cada vez que os objetos se repetem em sequência, surgem na tela imagens dos protestos que sacudiram o Brasil nos meses de junho e julho de 2013, fotos históricas dos anos da ditadura e imagens de fenômenos naturais de grande intensidade, como vulcões, gêiseres, deslizamentos de terra e tsunamis.

Em 'Sob pressão' (2014) trinta barômetros revelam a pressão atmosférica do espaço, além de discretas intervenções gráficas com nomes de favelas do Rio de Janeiro, como Maré, Mangueira, Rocinha, Alemão, Fogueteiro, Cidade de Deus, entre outras.
Também de 2014, 'Evidência' traz um termômetro de três metros de que em sua escala entre 40 graus Celsius negativos e 40 graus positivos, revela inscrições com datas de acontecimentos históricos ocorridos entre 1944 e 2014.

Obra comissionada pelo Museu de Arte Contemporânea de Helsinque (KIASMA), em 2004, 'Throw' conta com a participação de transeuntes de uma praça em Helsinque, que arremessam diretamente no olho da câmera uma série de objetos. O gesto das pessoas ganha potência com o efeito da câmera lenta e da inclusão de imagens de arquivo de manifestações políticas que aconteceram na Finlândia durante o século XX. Walter Riedweg observa que o filósofo alemão Peter Sloterdijk (1947), em seu livro 'Spheren III', afirma que “o ato de atirar algo marca uma diferença significante na história do Homo sapiens”. “Quando o homem primitivo aprendeu a atirar coisas, ele iniciou a ideia de comunicação à distância. Este mesmo gesto permanece como uma ferramenta social de comunicação e protesto”, diz o artista.

Obra realizada em 2014 em colaboração com a crítica de arte Glória Ferreira e a artista Juliana Franklin, 'Blocão' reúne em 30 mil folhas de um bloco de aproximadamente um metro quadrado, uma seleção de 80 frases polêmicas proferidas por políticos e personalidades da mídia. O público poderá escolher uma frase e destacar a página para levar consigo.

A mostra conta ainda com um conjunto de obras criadas entre 2010 e 2012 intitulado pelos artistas de 'Pequenas histórias de modéstia e dúvida'. Uma dessas obras, composta por três projeções sincronizadas revela cenas do cotidiano das favelas no Rio de Janeiro. O processo de edição elegante e único reinventado por Dias & Riedweg para essa série de vídeos, que conta com trilha sonora para piano criadas por Walter Riedweg, se contrapõe à ideia de vulgaridade e de violência criada pela imprensa sobre essas comunidades.

Escrito por Time Out São Paulo editors
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