REVER_Augusto de Campos

26-31 Jul

Divulgação
'Viva Vaia' (1979), obra de Augusto de Campos

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A mostra – maior exposição individual da carreira de Augusto de Campos – explora o conceito verbivocovisual da obra do artista de 85 anos, termo criado pelo escritor irlandês James Joyce que destaca a materialidade do poema em todas suas dimensões, não apenas semântica, mas também sonora e visual. São poemas que saem das publicações e se transformam em serigrafias, objetos, esculturas, colagens, instalações, áudios, animações e vídeos em 3D.

A seleção de obras, que conta com cerca de 75 trabalhos, tem como ponto de partida os quatro livros de poesia do autor – 'Viva Vaia' (1979) 'Despoesia' (1994), 'Não' (2003) e 'Outro' (2015) –, além de peças sonoras e audiovisuais produzidas por ele ao longo de sua trajetória. Há ainda manuscritos e documentos originais, que serão exibidos pela primeira vez.

Ao mesmo tempo em que tem um caráter histórico, ao percorrer de forma cronológica a carreira de Augusto de Campos, REVER é também inovadora, pois apresenta ao público novas leituras para muitos de seus trabalhos.

'Viva Vaia' (1972), por exemplo, será apresentada como uma escultura penetrável em MDF, aço e tinta acrílica e 'Código' (1973), uma escultura em chapa de PVC, aço e madeira. 'Amortemor' (1970) e 'Vida' (1957) ganham versões instalativas e poemas como 'O Pulsar' (1992), 'Poema Bomba' (2003) e 'Rever' (2003) serão exibidos em uma sala especial com versões em 3D, assim como o poema 'Cidade/City/Cité' (1963) que, desde sua criação, vem ganhando novas versões – tendo sido o primeiro trabalho eletrônico de Augusto, em 1975 – que também terá na mostra uma releitura em LED.

Outro destaque da mosta é a área compreendida pelo gabinete que reúne extenso material de Augusto de Campos, desde exemplares de seus poemas-objetos, protótipos de obras como 'Poemóbiles' (1974), publicações com 'Expoemas' (1985), 'Caixa Preta' (1975), edições da revista 'Noigandres' (de 1952 a 1962) – criada por Augusto, Haroldo de Campos e Décio Pignatari – e ainda manifestos, fotografias e objetos produzidos desde os anos 1950. Além das colagens originais dos 'Popcretos' (1964-1966), mostradas pela primeira e única vez na Galeria Atrium, em São Paulo, em 1964, também estão entre as obras.

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Serviço

SESC Pompeia


Endereço Rua Clélia, 93

Pompéia, São Paulo

Telefone 3871-7700

Site de SESC Pompeia

Data 26-31 Jul

Horário de abertura Ter. a sáb., 10h-21h. Dom. e feriados, 10h-19h.

Mapa


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