
O céu é o limite para a exposição ‘Voar’, que a carioca Brigida Baltar abre na galeria Nara Roesler. Ela explora diferentes aspectos do voo com uma mistura de peças multimídia e esculturas divertidas.
A principal peça da mostra é um vídeo onde uma maestrina conduz um coral invisível, uma música composta especialmente para a obra de arte. Os cantores, que não vemos, repetem a palavra “voar”, mudando o tom e o volume, como se fosse o eco dos altos e baixos de um voo.
Outros trabalhos interpretam o tema de maneira mais concreta. A lúdica ‘Escultura Alada’ acrescenta uma crista e um bico de galo a uma escultura clássica, adicionando cores vibrantes na peça pálida. Enquanto isso, um conjunto de vídeos continua a tratar do tema com imagens de nuvens e uma interação entre o claro e o escuro. Os filmes são projetados dentro de dioramas em miniatura, do tamanho de casas de boneca, para fileiras de pequenos assentos.
Além do tema do voo, é difícil ignorar a obsessão digna de David Lynch que Baltar tem com teatros. O uso que ele faz do teatro é como se admitisse que seu trabalho tem um certo nível de teatralidade. Assim, a artista está certa ao perguntar “O que é mais emocionante do que levantar voo?”
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Data 2 Fev- 3 Mar
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