Palavra de Rua

Repórter Time Out conversa com segurança que encontra refúgio no Parque Trianon

Oi, Vander, você até parece uma pintura, de terno no meio das palmeiras (no Parque Trianon, na Avenida Paulista).
Estou relaxando, descansando do trabalho. Aqui no parque é calmo, não tem ninguém incomodando – dá para ouvir os pássaros. Tem um sabiá cantando neste exato momento. Eu tive um, ficou comigo por seis anos, mas foi roubado.

Roubado?
É, e eu sei quem foi. Criei o bicho desde filhote e o prendia na gaiola, mas, às vezes, o deixava voar. Um dia, ele sumiu.

Que estranho. E de que trabalho você está descansando? Sou segurança. 

Então você não fez um bom trabalho com seu sabiá! É, acho que não. Trabalho há dez anos em um restaurante na Oscar Freire e gosto do que faço. Meus horários são flexíveis e nunca fui atacado. As brigas com bêbados na rua são raras, represento mais uma medida de prevenção.

Você é casado, tem filhos?

Tenho um filho de 14 anos que adora futebol. Ele quer jogar no Corinthians. Sou corintiano também, mas só fui a um jogo, contra o Flamengo. Sou mais tranquilo, não gosto muito de multidão. Sou mais de ficar em casa. Gosto de ir para minha casa na Saúde – é perto do zoológico – e assistir a um filme.

Que tipo de filme?

Suspense ou uma boa comédia – não gosto desses tipos cheios de efeitos especiais.  E se você se aventura a sair, qual seu lugar preferido? Eu gosto do Biroska – a Casa dos Artistas, na Santa Cecília. Tem música ao vivo e cinco ambientes: samba, eletrônica, sertaneja, todo tipo.   

Tem algum sonho para o futuro?

Nasci em Minas Gerais, em uma cidade perto de Juiz de Fora. Vim para São Paulo em 1991 para trabalhar. Mas um dia eu quero voltar pra Minas e abrir um bar.  Boa sorte.

Posso tirar uma foto sua?

Claro. Vou fazer uma pose de segurança para você!

Escrito por Time Out São Paulo editors
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