Entrevista Jessie J

A cantora (e nova sensação) britânica aporta em São Paulo para o F1 Rocks. Confira a entrevista que fizemos com ela  

Divulgação

Com apenas 22 anos, a cantora britânica Jessie J é a nova promessa da música pop. Quem diz isto é ninguém menos do que a BBC – que não costuma errar suas apostas neste quesito. Seu álbum de estreia, Who You Are, lançado no começo do ano, foi muitíssimo bem recebido pela crítica, que apontou a cantora como sucessora das grandes divas do R&B.

Tanto que, entre os vários prêmios conquistados só neste ano, o mais importante é o BRIT Awards (escolha da crítica). O público, então, já a transformou em queridinha da vez e seus clipes somam milhões de visualizações no YouTube. Seu álbum de estreia vendeu 100 mil cópias no Reino Unido, apenas na primeira semana.

Antes de alcançar fama como cantora, Jessie já havia ganhado notoriedade como compositora, por escrever canções de sucesso para artistas como Justin Timberlake, Miley Cyrus e Chris Brown. Ela é também a primeira a se beneficiar de uma nova estratégia de divulgação, em que os singles são lançados no rádio, estimulando a divulgação boca a boca e inibindo a pirataria. No dia 24 de novembro, ela toca no F1 Rocks

Você foi eleita a artista com mais chances de fazer sucesso no momento. Como é isso?
Eu sou bem em cima do muro. Metade de mim diz “Ai, meu Deus, pressão.com”, enquanto a outra metade diz “Eu consigo fazer isso, é por isso que trabalhei duro durante sete anos”. Mas eu não pensava que fosse tudo tão louco, para ser sincera. Nunca esperei ganhar prêmios ou ser o próximo sucesso, como Amy, Adele, Ellie. É muito emocionante.

Deve ser estranho se tornar uma popstar da noite para o dia.
Totalmente. Não se vai à escola para aprender a ser uma popstar. Você simplesmente tem de ir levando. Se você se propõe a ser uma artista, tem de saber lidar com o fato de algumas pessoas montarem sites para odiá-lo, ou serem obcecadas por você e chorarem quando você aparece. Mas você quase sempre não sabe o que fazer, e tem de lidar com isso. Tenho 22 anos, sou de Essex, e isso tudo é muito esquisito para mim. Mas estou adorando: agora posso usar roupas de Vivienne Westwood por um dia e depois devolvê-las!

Você teve uns problemas de saúde bem assustadores. Isso deu uma nova perspectiva a suas composições?
Com certeza. O que aconteceu comigo e com minha saúde no passado – quatro anos atrás tive um AVC leve – me fez perceber que a vida não é uma garantia. Não importa sua idade nem quanto você ama a vida, ou quanto é feliz e saudável. Não importa. Nada é garantido. Acho que isso me fez querer assumir o risco de me expor como sou, e não como uma versão de mim mesma. Não me transformo em Jessie J. Posso calçar um salto alto mais legal e vestir uma roupa mais descolada, mas ainda sou a garota sapeca que gosta de comer uma fatia de cheesecake no dia de folga.

Você é bem careta para uma estrela de 22 anos.
A música é minha droga – a única droga que sempre vou querer. Acho meio drástico me chamarem de careta. Não digo que nunca tomo uma taça de champanhe para comemorar uma premiação ou o que quer que seja. Não sou uma pessoa do contra. Só não dependo disso. Álcool e drogas não me dão confiança para ser quem eu sou, e é por isso que quero realmente ser um exemplo. Quero mostrar aos jovens que eles podem ser eles mesmos com pureza, sem precisar se infectar com uma dose dupla de gim ou um cigarro de maconha. É parte do papel que tenho que desempenhar agora – que sempre desempenhei, na verdade. Pergunte às minhas amigas, elas contarão a você que eu tomo meia cerveja – e, para mim, basta.

Você já é elétrica o suficiente sem precisar tomar nada.
Pois é. Imagina com álcool. Não é uma imagem legal, né? Um energético já está bom para mim. Sou irritante o suficiente sem essas coisas. (Risos)

Você deu aos fãs uma oportunidade de ver seu lado louco em seu programa na internet, Dare Jessie J.
Às vezes, tenho que me lembrar: relaxe, ponha os pés para cima e assista a uma boa comédia. Dare Jessie J foi só uma oportunidade de agir como uma menina nesse redemoinho que é minha vida agora. Sou uma tonta disfarçada, adoro fazer coisas bobas. O humor é uma grande parte da minha vida – meu pai é assistente social e sempre disse que a risada é a melhor terapia.

O que significa ser reconhecida por sua habilidade vocal?
Para mim, não deveria existir cantor que não consegue cantar ao vivo. Desde que era criança, aprendi que você tem de ser bom no que faz. Se você é massagista, precisa saber o que fazer para as costas de uma pessoa ficarem boas. Se é cantora, precisa conseguir cantar ao vivo. Nos últimos quatro ou cinco anos, tenho trabalhado a minha voz, pois se ela não impressionar, as pessoas vão falar que é uma porcaria. Porque esse é o meu trabalho. Preciso ser boa no que faço. Mas adoro cantar ao vivo. Nada supera a sensação de subir ao palco e pensar “Eu realmente sei cantar”.  

Escrito por Eddy Lawrence
 

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