Time Out São Paulo

Era uma vez São Paulo

No aniversário da cidade, comemore conhecendo marcos históricos

São Paulo faz aniversário no próximo dia 25 de janeiro. Lá se vão 458 anos de vida, apesar de a cidade parecer a cada dia mais cosmopolita, e jovial. Em homenagem a essa metrópole que combina muito bem o novo e o velho, a Time Out São Paulo indica os seus marcos históricos. O aniversário da cidade é uma boa desculpa para visitá-los. 

Capela dos Aflitos

Começamos nosso passeio de forma meio sombria, na Capela dos Aflitos, que tem sua origem ligada ao antigo Cemitério dos Aflitos, o primeiro  local público para sepultar os mortos na cidade. O lugar de oração fica em uma travessa da Avenida Liberdade, a um quarteirão do metrô.

A explicação oficial para o nome dessa igreja construída no século 18, é que seria em referência à Nossa Senhora dos Aflitos. Outra versão diz que é por conta dos escravos que eram enforcados no local onde hoje fica o Largo da Liberdade e que antes era conhecido como Largo dos Enforcados. R. dos Aflitos, 70, Liberdade.

Cripta da Sé

Mesmo modesta, vale a pena conferir essa espécie de igreja subterrânea onde descansam, sob esculturas de bronze, os restos mortais de bispos de São Paulo e figuras históricas como o cacique Tibiriçá – um dos primeiros índios a serem catequizados pelo Padre Anchieta, no século 16. Escolha uma das entradas, que ficam escondidas sob o altar principal da Sé, e seja mais um a procurar a passagem secreta que ligaria a catedral às igrejas de São Francisco e de São Bento. É isso que reza uma das lendas urbanas mais famosas do centro histórico. Pça. da Sé, 11 3107-6832. Visitas monitoradas, Seg. a sex., 10h, 11h30, 13h, 17h30; sáb., 10h30-11h30 e 13h-16h30; dom., 8h, 13h, 14h e 18h. R$ 5.

Pátio do colégio

Descendo a Praça da Sé, em direção à Rua Santa Teresa, o tumulto da praça começa a desaparecer, substituído pelo silêncio contrastante do Pátio do Colégio. A cidade nasceu aqui, com o Colégio de São Paulo de Piratininga, um núcleo de catequização de indígenas fundado pelos Padres Manoel da Nóbrega e José de Anchieta.

Ao longo dos séculos, a construção foi modificada e hoje é uma casa reconstruída nos moldes do antigo colégio, que abriga um museu em homenagem a Anchieta.

Ainda nesse sítio histórico, não deixe de visitar o Solar da Marquesa de Santos, a casa da amante do imperador do Brasil, Dom Pedro I. Veja também a Casa da Imagem, museu aberto no último mês de novembro e que tem um imenso acervo fotográfico da história de São Paulo. Museu Padre Anchieta, Pátio do Colégio, 2, Sé, 11 3105-6899. Ter. a sex., 9h-16h40; sáb e dom., 9h-16h45. R$ 5. pateocollegio.com.br. Solar da Marquesa de Santos, R. Roberto Simonsen, 136-A, 11 3396-6047. 9h-17h. Grátis. Casa da Imagem, R. Roberto Simonsen, 136-B, Sé, 11 3106-5122). 9h-17h. Grátis.

Portal do Antigo Presídio Tiradentes e Museu de Arte Sacra

Deixe o Pátio do Colégio e volte para o metrô, até a estação Tiradentes. Escolha a saída da Praça Coronel Fernandes Prestes, para conhecer o antigo portal do Presídio Tiradentes, construído em 1825, e inicialmente chamado de Casa da Correção.

Demolido em 1972 por causa do próprio metrô, restou apenas o pequeno arco da estrutura, que hoje faz as vezes de entrada para uma agência do Banco do Brasil. Depois do tour, atravesse a rua para uma parada no Museu de Arte Sacra. Comece pela construção principal, localizada na ala esquerda do Mosteiro da Luz, cujo prédio do século 18 é um dos poucos na capital a manter seus elementos e estrutura originais. Depois disso, é hora de conhecer o espaço anexo onde presépios do mundo todo estão expostos.

Aconselhamos a deixar o primeiro piso para o final e começar pelo subsolo: no andar inicial fica o mais impressionante dos presépios: uma maquete napolitana do século 18, com mais de 1.600 peças, uma dos maiores do mundo. Av. Tiradentes, 676, Luz, 11 5627-539. Metrô Tiradentes. Ter. a dom., 10h-18h; bilheteria até as 17h30. R$ 6 (adultos); R$ 3 (estudantes);
grátis (sáb.).

Casa do Bandeirante

Agora é preciso voltar ao metrô e chegar à estação Butantã. Na Rua Camargo, 202, pegue o ônibus 809 L-Lapa até a Rua Magalhães de Castro, 149, para chegar à Casa do Bandeirante. Ela é um dos raros exemplos remanescentes de habitações rurais típicas dos séculos 17 e 18.

A área do Butantã, em que está a casa está localizada, passou por vários donos: era parte de uma sesmaria em 1566, foi propriedade particular e, posteriormente, doada à ordem  jesuíta. Até a expulsão desses de São Paulo em 1759, quando foi à leilão.

Em 1944, a área foi doada ao município, mas só ganhou função depois que foi reformada pelo arquiteto Luís Saia, no começo dos anos 1950, e virou um monumento à época das Bandeiras. O acervo é permanente e composto por móveis, utensílios e objetos históricos recolhidos no interior de São Paulo. Pça. Monteiro Lobato, Butantã, 11 3031-0920. Ter. a dom., 9h-17h. Grátis.

Fotos: Caio Pimenta, José Cordeiro/SPTuris, Fernando Rodrigues/Divulgação

Escrito por Ana Cecília de Paula
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