Time Out São Paulo

Emma Thomas

 A galeria, antes nômade, agora tem espaço feito sob medida


Vernissages são arroz de festa em São Paulo – quase todas as noites há champanhe ou cerveja em aberturas pela cidade. Menos comuns são as inaugurações de novas galerias. Mas, em um sábado de outubro, com o sol pós-chuva sob um céu ainda cinzento, a Emma Thomas, uma das jovens e vanguardistas galerias paulistanas, abriu um novo espaço sob medida.

Com seis anos de experiência, a galeria funcionou em caráter nômade em um espaço na região da Rua Augusta nos primeiros quatros anos e, depois, se mudou para a poderosa Baró Galeria, onde esteve por outros dois anos.

Quando a Baró se mudou para seu imenso espaço na Barra Funda, a proprietária Maria Baró convidou a Emma Thomas para dividi-lo. “Adriano [Casanova], diretor da Baró, sempre foi colaborador da Emma Thomas. Ele fez a curadoria de algumas de nossas exposições”, conta Flaviana Bernardo, co-proprietária da galeria ao lado de Juliana Freire. “Eles tinham um grupo de colecionadores grande”, lembra Bernardo, “e nós tínhamos um grande grupo de jovens visitantes e simpatizantes. Em toda inauguração havia uma mistura interessante dos dois públicos. Era maravilhoso.”

Quando Bernardo e Freire decidiram abrir seu próprio espaço, contrataram os arquitetos Marcelo Alvarenga e Felipe Hess, que já trabalharam com Isay Weinfeld. O prédio tem uma fachada composta de tijolos expostos colocados de lado para criar uma superfície com centenas de perfurações. Dentro, um tradicional salão de exposições, quadrado e com paredes brancas, leva a um grande escritório que a galeria pretende dividir com outras. E, em cima, um terraço com vista para as copas das árvores do bairro.

A primeira mostra na casa nova é dos delicados desenhos a lápis e pequenas esculturas do artista Nazareno (até 17/11). Outros nomes incluem Alexandre Brandão, cujas instalações têm uma característica cerebral que não as faz perder a beleza. Agora, com um sólido elenco de artistas desde o início com a galeria – além de novos nomes como Chico Togni –, Bernardo e Freire se preparam para sair em busca de novos talentos.

“Queremos trazer artistas tão fortes quanto os que temos”, diz Bernardo. “A sensação é a de que a Emma Thomas subiu um degrau”, ela ri. “Ou vários.”

R. Estados Unidos, 2.205, Jardim Paulista, 3063-2149. Seg. a sex., 10h-19h; sáb., 11h-17h. Grátis.

Escrito por Claire Rigby
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