Time Out São Paulo

Noite descolada

Estética caprichada e bom gosto musical são algumas das características dos clubes e festas que atraem o público cool


As badaladas do relógio das festas não batem apenas à noite. O que antigamente era chamado de matinê ganhou um status cool e vem se multiplicando pela cidade. No Jardim Europa, a Green Sunset é um exemplo inspirado nas reuniões vespertinas do MoMa, em Nova York. A festa acontece no jardim modernista de Paulo Mendes da Rocha, em pleno Museu da Imagem e do Som (MIS). O evento traz também manifestações artísticas. Para comer, tacos e ceviches do chef Checho Gonzáles.

Aberto no final de 2011, o Cine Joia tem intensa programação de shows internacionais. Desde a sua inauguração, em uma festa de gala, já passaram por ali celebrados artistas como o Tame Impala, The Rapture e Feist. A casa localizada na Liberdade é equipada por um sistema de videomapping de última geração, que anima os shows. Artistas da novíssima safra da música brasileira, em especial do hip hop, volta e meia também se apresentam por ali em noites de casa cheia. E, uma vez por mês, o Cine Joia recebe a festa Glow in the Dark, onde um público formado por jovens entre 20 e 25 anos canta hinos do pop atual vestindo roupas brancas e assessórios fluorescentes para brilhar quando a luz negra é acionada. Festas fechadas, bancadas por emissoras de TV voltadas à música, a utilizam como locação para o encontro entre celebridades descoladas, artistas e jornalistas.

Mais para o oeste da cidade, uma ilhota festiva no bairro da Barra Funda é a sede de noites agitadas nas margens da linha férrea. Na rua que dá nome ao bairro, três clubes, dois bares e um boteco são responsáveis pelo burburinho. Fundado há cinco anos, o pioneiro Clash Club funciona em um galpão industrial e tem na música eletrônica o seu estilo principal. Pela respeitada noite Circuito, nos sábados, já passaram o produtor Gui Boratto e os franceses Vitalic e Laurent Garnier. Mas há espaço também para o hip hop e a black music às terças-feiras na festa Chocolate, uma das mais concorridas da casa, que traz uma seleção das vertentes da música negra paulistana representada pelas rimas de rappers como Kamau e Emicida.

A poucos metros dali, o Alley Club (R. Barra Funda, 1.066, Barra Funda, 3666-0611. alleyclub.com.br) atrai um público com idades entre 20 e 25 anos, que dança ao som de pop com o fervor de um show punk. No primeiro andar, os habitués admiram o entroncamento ferroviário enquanto bebericam cervejas importadas, como a Desperados, que mistura tequila e limão à sua fórmula e a Guinness. A caçula das baladas, o vizinho Lebowski, é um bar inspirado no filme O Grande Lebowski dos Irmãos Cohen, voltado para um público parecido. Na pequena pista, DJs amplificam o indie rock.

Divulgação
A pista da D. Edge é animada por luzes ritmadas





Pérola da região e um dos orgulhos dos baladeiros da cidade, o D.Edge atrai clientes recorrentes e curiosos com uma programação variada, que vai do rock (com a festa On the Rocks, às segundas) à música eletrônica bem selecionada, nas concorridas Mothership, as after hours nas madrugadas de domingo. Desde sua inauguração, em 2005, o clube figura nos rankings das melhores casas de música eletrônica do mundo. São duas pistas e um terraço com vista para as formas sinuosas de concreto do Memorial da América Latina, do arquiteto Oscar Niemeyer. Uma delas é dotada de um sistema de iluminação de LEDs que segue o ritmo das batidas das músicas, combinando tecnologia de ponta com DJs e produtores bem conhecidos dos amantes de house e outras vertentes dos beats.

Com atmosfera bem diferente, a Casa 92 é uma das principais atrações do vértice do recém-batizado Baixo Pinheiros. Instalada em uma casa residencial dos anos 1950, a balada rola ao som de remixes de bandas como Killers e Kings of Leon. Nos fundos, há um jardim com roseiras, enquanto a casa ao lado foi transformada em área VIP, com direito à mesa de bilhar e carta de cervejas. 

Escrito por Márcio Cruz
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