Dance com qualquer idade

Os jovens de 35, 40 ou 50 têm opções de sobra para seguir as trilhas de diversões desbravadas nos 20. A cidade os acolhe em uma série de locais ecléticos 

Ignacio Aranovich/ Divulgação
Na Disco Baby, duas gerações curtem som de primeira em volume apropriado


As baladas iniciadas na juventude deixam uma tribo de órfãos das noitadas, ainda mais na atual era em que já não há mais tantos clichês sobre idades apropriadas para atividades específicas. Agora, todos podem cair na farra, sem preconceitos. Talvez por isso, o segmento de festas voltadas para pessoas acima dos 35 anos desponte em todas as regiões da cidade. Seja em casas como a Metrópolis (Av. Paulista, 2.668, Consolação, 3256-7957. barmetropolis.com.br) – onde mulheres de salto alto e vestidos colados se jogam ao som de bandas de rock e pop ao vivo –, seja no discreto ABC Bailão – voltado para homens gays cinquentões, com pop, samba e sertanejo –, o circuito de festas dos trintões e quarentões é tão ou mais rentável quanto aquele voltado para os jovens adultos.

Recentemente, até os pequenos foram inseridos na diversão, com o lançamento da Disco Baby. Voltada para crianças pequenas e seus pais, a festa é liderada pela jornalista Claudia Assef e traz nas picapes nomes conhecidos do circuito de música eletrônica como os super DJs de drum and bass Marky e Patife. Desde a sua primeira edição, em agosto, a matinê vem chamando a atenção daqueles que buscam diversão não convencional para seus rebentos. “A ideia é reproduzir a segurança de uma festa de casamento, onde as crianças dançam com os avós, tios, só que em um ambiente ainda mais seguro e voltado para elas”, diz a DJ e jornalista Claudia Assef, mãe de duas crianças pequenas e idealizadora da balada. Seguindo as orientações da Organização Mundial da Saúde, o som fica entre 80 e 85 decibéis, a iluminação não é agressiva, sem luz estroboscópica, gelo seco ou bolhas de sabão. “Nada que não crie a sensação de bem-estar”, argumenta. E, veja bem, com a nova geração cativada, o agito está garantido por anos.

Já a casa de música ao vivo Piove (R. Jerônimo da Veiga, 75, Itaim Bibi, 3071-2301. piove.com.br) segue outra toada. Popular entre o público na faixa dos 40 a 50 anos movido a champanhe e uísque, apresenta música ao vivo com bandas que tocam de tudo, de pop rock a samba. Chegue cedo para montar acampamento em uma das mesas em torno da pista de dança, onde você também pode pedir um jantar – ou simplesmente assistir à bagunça que toma conta da pista por volta da 1h.

Outro lugar muito frequentado por baladeiros acima dos 45, o Charles Edward (Av. Presidente Juscelino Kubitschek, 1.426, Itaim Bibi, 3078-5022. barcharles.com.br), no Itaim Bibi, é um bar de uísque com ótimos rótulos – e com decoração que mistura toques de pub londrino e clube de cavalheiros à moda antiga. Noite adentro, transforma-se em uma discoteca frenética – e aí, a paquera vira a grande atração. 

Mila Maluhy/ Divulgação
A pista reluzente da The History amplifica música dos 1970 aos 1990

Você não pode perder a entrada da The History (R. Gomes de Carvalho, 820, V. Olímpia, 3846-4498. thehistory.com.br), na Vila Olímpia, cujos globos de discoteca e paredes espelhadas dão a dica do que o espera lá dentro: um templo reluzente dedicado aos anos 1970, 1980 e 1990, com um globo gigante, uma pista de dança iluminada por LED à Travolta e um público mais velho – revivendo, ou melhor, vivendo a (nova fase da) juventude, com muita alegria e entusiasmo.

Escrito por Márcio Cruz
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