Time Out São Paulo

Noh

Bandas de covers e muita sofisticação: a verdadeira personalidade do bar Noh   

Noh

Preço Long neck, R$ 7,90; caipirinha, R$ 18; shows de cover, R$ 20-R$ 70.

Horário de abertura Seg. a sex., 18h-0h30; sáb., 19h-1h30

R. Bela Cintra, 1.709, Jardim Paulista

Telefone (11) 2609-3673

Pense em uma cidade qualquer. Agora se imagine em um bar. Quando me mudei para São Paulo, há dois anos, cheia de impressões coletadas em visitas anteriores, estava certa de que iria a muitos bares semelhantes ao Noh.

Povoados de clientes atraentes em busca de bebidas sofisticadas, eles seriam elegantes, com iluminação fraca, os coquetéis, caros e criativos, e espaços labirínticos dos quais sairíamos rindo para ganhar a metrópole à la Bladerunner, ao lado de novos e fabulosos amigos.

Mas não foi bem assim que aconteceu. Barzinhos mais simples fazem mais o meu estilo – e São Paulo está repleto deles. Minha visão acabou se mostrando uma colagem de diversos anúncios de perfumes de grife, e nunca encontrei, de fato, esse bar da minha imaginação.

Mas, sentada à mesa comunitária do Noh em uma noite no mês passado, ao experimentar uma série de minicoquetéis com uma amiga e observar um dos proprietários – que estava rindo em uma mesa de paulistanos sofisticados, gesticulando sobre as bebidas que chegavam cobertas de fumaça –, pensei: este deve ser aquele lugar.

Aberto no final de 2011, o Noh é uma composição chique e confortável de ambientes bem planejados, incluindo um bar despojado no mezanino, com aconchegantes salas no fundo, um balcão principal mais movimentado e um grande alpendre na frente – espaço ideal para pedir petiscos e pequenos pratos do menu bastante amplo.

O bom, mas um pouco ambicioso, menu de coquetéis dificilmente atinge o nível pretendido pelo bar – frescuras moleculares como o Hot Fresh (R$ 23), um martini de uva acompanhado de morango injetado de pimenta, são apenas razoáveis, e nada reveladoras. E a comida que pedimos – miniburgers, lula frita, batatas fritas rústicas – estava saborosa, mas não tinha nada de mais. Com o passar da noite e o início do show da banda de covers, a verdadeira personalidade do bar surgiu – com uma elegância para Gordon Gecko nenhum botar defeito. Veredito: surpreendentemente aconchegante.

4 Fev 2013.

Escrito por Claire Rigby
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