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Questão de Tempo: crítica do filme

Questão de Tempo: crítica do filme

Estreia 20 Dez 2013

Diretor Richard Curtis

Elenco Rachel McAdams, Bill Nighy, Domhnall Gleeson, Tom Hollander.

O desajeitado e jovem britânico Tim (Domhnall Gleeson) não quer nada além de encontrar o amor de sua vida. A imigrante americana Mary (Rachel McAdams) se enquadra direitinho. Até aí, a velha fórmula de comédia romântica, mas tem uma pegadinha: como todos os homens de sua família, Tim pode viajar no tempo, o que lhe permite corrigir qualquer erro que cometa.

O roteirista e diretor Richard Curtis (Simplesmente Amor) se diverte criando essa premissa simples em Questão de Tempo. Em uma cena inicial, o patriarca Bill Nighy explica, hilariamente, o segredo dessa habilidade especial, que está em cerrar os punhos em vez de usar uma máquina do tempo.

Mas não demora muito para o filme se transformar em um mela-cueca masculino, com várias deixas musicais de dar vergonha – com exceção de Gerry, de Gus Van Sant, é hora de os cineastas aposentarem a música ‘Spiegel im Spiegel’, de Arvo Pärt. E opiniões sexistas realmente repulsivas: todas as personagens femininas são brinquedos inconscientes manipulados pelos homens com capacidade extratemporal.

Escrito por Keith Uhlich
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