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Frozen – Uma Aventura Congelante: crítica do filme

Frozen – Uma Aventura Congelante: crítica do filme

Estreia 3 Jan 2013

Diretor Chris Buck and Jennifer Lee

Elenco Kristen Bell, Idina Menzel, Jonathan Groff

Há três ingredientes que uma animação clássica da Disney deve ter. Primeiro: canções maravilhosas. Segundo: um pouco de perigo e escuridão em meio ao sentimentalismo exagerado. E terceiro: uma mensagem conservadora em um final tradicionalmente feliz.

Livremente inspirado em A Rainha da Neve, de Hans Christian Andersen, Frozen – Uma Aventura Congelante promete, a princípio, entregar essa tríade. Começamos com duas princesinhas brincando juntas no palácio dos pais. Elsa está entretendo sua irmã mais nova, Anna, ao lançar gelo e neve pelas mãos de forma mágica, criando um playground noturno e secreto que lembra o clássico episódio ‘Camundongos Foliões’ do desenho Tom e Jerry.

À medida que as meninas crescem através de uma canção, o filme começa para valer com a gélida e loira Elsa – a atriz e cantora Idina Menzel dá voz a ela em inglês – proibida de usar seus perigosos poderes e de mostrar ao mundo quem realmente é. Já a impetuosa e ruiva Anna (Kristen Bell) está para lá de entediada, sonhando com o verdadeiro amor, enquanto é diminuída pela irmã mais velha, cada vez mais reprimida.

Como primeiro ato, dá para o gasto. Entendemos de onde vêm os personagens e vemos o que pode dar errado para eles. Mas à medida que o filme se desenrola, o nível dele aumenta. A excelente canção ‘Let It Go’ parece ser o hino mais inspirado e revelador da Disney de todos os tempos (“Esconda, não sinta, não os deixe saber. Bem, agora eles sabem”, diz a letra). É também na segunda parte que conhecemos o irresistível alívio cômico – Olaf, o Boneco de Neve (Josh Gad) – e também encontramos o perigo essencial em uma experiência satisfatória com a Disney.

Portanto, Frozen tem as canções e a escuridão. Porém, o que mais satisfaz é o final, que desafia todas as fórmulas e que é bem sucedido ao subverter o status quo do conto de fadas. Disney, por favor, faça mais coisas desse tipo.

Escrito por Catherine Bray
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