Time Out São Paulo

Divergente: crítica do filme

Divergente: crítica do filme

Estreia 17 Abr 2014

Diretor Neil Burger

Elenco Kate Winslet, Shailene Woodley, Theo James

Fique tranquila, Katniss: você ganhou essa. Divergente, o primeiro filme adaptado da distópica trilogia de Veronica Roth, chega as telas já caindo pelas tabelas. Não ajuda o fato de que o material de Veronica seja bem bobo, fazendo com que Jogos Vorazes soe como uma leitura da qualidade de George Orwell.

Seu cenário é baseado em um sistema de castas – alguns de nós são da “abnegação”, outros da “erudição” enquanto outros são (cof cof) “divergentes” e, assim, inclassificáveis – que você já sabe que significa que esses personagens irão acordar e se revoltar com o sistema com um péssimo humor. E por quê eles demorariam 100 anos para perceber isso? A isolada Chicago do filme parece ser computadorizada, alguns dos cenários são horríveis no nível Star Trek da série original e você não vai se envolver com nenhuma cena de ação.

Uma salvação vem na forma de Shailene Woodley, a talentosa atriz de 22 anos que interpreta Beatrice, que vive impulsos conflituosos e é persuasivamente mais complexa do que seus diálogos podem sugerir. Ela se apaixona por Quatro (Theo James, um garoto no estilo "Che de boutique" que está lá para as adolescentes suspirarem), o bonito líder do clã que ela segue. Mas, após metade do filme com lançamentos de facas e outros testes, Divergente não oferece muito para sua estrela.

O espectador se sairá melhor experimentando o talento de Woodley pelo seu papel devastador em The Spetacular Now, filme ainda sem título em português ou data de estreia no país, um drama que tem muito mais a dizer sobre grupos e individualidade do que qualquer porcaria sobre um futuro sem propósito.

Escrito por Time Out São Paulo editors
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