X-Men - Dias de um Futuro Esquecido: crítica do filme

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Divulgação
Jennifer Lawrence
Jennifer Lawrence como Mística em 'X-Men: Dias de um Futuro Esquecido

Imagino se um “eu” do futuro tenha voltado ao passado para me apontar – quando subia em uma árvore da pracinha perto de casa – um gibi preso em um galho alto. Foi naquele momento que comecei a ler os quadrinhos dos X-Men. Aquela edição não era a 'Aventuras Marvel n° 45', onde foi contada a aventura em que se baseia o filme X-Men: Dias de um Futuro Esquecido. Mas foi a partir dela que entrei nesse universo. Confesso que reli a HQ para escrever este texto e achei a trama bem fraca, mas devo já ter perdido a inocência de épocas passadas. Ou melhorei meu gosto mesmo, vai saber.

Porém, o que era uma vantagem para uma criança que se maravilhava ao ver aquele monte de gente com os mais diversos poderes fantásticos usando uniformes ridículos, passou a ser a perdição da versão cinematográfica dos X-Men: a quantidade grande de personagens carismáticos. Isso foi e continua a ser o calcanhar de Aquiles nesse novo filhote da franquia. Aqui, Wolverine – que no filme toma o lugar de Kitty Pryde como viajante do tempo – passou de protagonista a mero coadjuvante de luxo. Isso porque, além dos muitos mutantes que pipocam na tela, a Mística de Jennifer Lawrence e, principalmente, o Magneto de Michael Fassbender, roubam o show.

E as dificuldades não param por aí. Tudo fica ainda mais confuso para os não iniciados na mitologia dos mutantes, pois o cineasta Bryan Singer – que volta a assumir a cadeira de diretor depois de X-Men 2 (ainda o melhor da série) – não quis saber de dar muitas explicações sobre quem é quem, quem está fazendo o quê e porquê. Verdade que isso dá agilidade à trama e não incomoda os nerds em geral, mas falta liga nessa massa.

Contudo, para iniciados ou não, é sempre legal ver boas sequências de ação em filmes de super-heróis e aqui, pelo menos uma delas é memorável: a corrida de um Mercúrio ainda adolescente fazendo um bando de policias de bobo ao soltar Magneto de sua prisão (de novo!) de concreto. Ela é estonteante e divertida. Mercúrio é mais um personagem que poderia ter um espaço maior na trama, pois Evan Peters se sai muito bem no papel de Pietro Maximoff. Ao contrário do excelente Peter Dinklage, que tem o mérito em fazer de Bolivar Trask um vilão que foge do caricato, mas que é eclipsado totalmente por Magneto. Já James McAvoy, como o jovem Professor Xavier, segue com seu estilo de muitas caretas e poucas boas atuações.

É reconfortante ver heróis que já não faziam mais parte do elenco dos filmes dos X-Men voltarem a dar as caras (não vou entregar quem de jeito nenhum!), mas isso geralmente acontece em pontas relâmpago, situação que, no fim, deixa um gostinho amargo para os fãs. Mas que eles não se preocupem, X-Men: Dias de um Futuro Esquecido é um bom filme da franquia. Dá mais importância a personagens interessantes que antes não tinham um papel tão relevante – como a Mística, por exemplo – e deixa uma boa porta aberta para a sequência, que tem Apocalipse, um dos mais tradicionais adversários do grupo de mutantes, como o grande vilão.

Escrito por Rafael Argemon

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Mais sobre X-Men - Dias de um Futuro Esquecido: crítica do filme

Duração 131 minutes

País de origem EUA

Ano de produção 2014

Classificação Not available

Estreia 22 Mai 2014

Diretor Bryan Singer

Elenco Hugh Jackman, James McAvoy, Michael Fassbender, Jennifer Lawrence, Peter Dinklage.

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