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No Limite do Amanhã: crítica do filme

No Limite do Amanhã: crítica do filme

Estreia 29 Mai 2014

Diretor Doug Liman

Elenco Tom Cruise, Emily Blunt, Bill Paxton.

Não é inverno até que você coma uma sopa de cebola quentinha ou que Tom Cruise tenha salvado o planeta. Aos 51 anos (mas aparentando 35), Cruise luta contra uma raça alienígena na ficção científica dirigida por Doug Liman, que mistura Feitiço do Tempo e Independence Day com sucesso. Por mais inacreditável que isso possa parecer!

Aqui, Cruise é Bill Cage, um oficial de RP do exército que é um covarde com sorriso de vendedor de carros usados. Depois de irritar o general errado, Cage é rebaixado e mandado para a linha de frente de uma batalha contra alienígenas que é crucial para o futuro da humanidade, e onde ele morre em menos de dois minutos. Mas – e é aqui que entra a parte Feitiço do Tempo – ele acorda em um loop temporal, forçado a lutar contra a mesma raça de invasores extraterrestres infinitas vezes. A cada dia, ele consegue sobreviver mais um pouco, e acaba se juntando à durona Rita Vrataski (Emily Blunt).

Doug Liman volta a apostar na realidade, como fez em A Identidade Bourne, mas neste caso, isso aconteceu possivelmente em detrimento dos efeitos especiais, que não são lá tão espetaculares. Quanto a Cruise, ele se sai excelentemente bem metade do filme. No modo covarde, ele parece roubar a cena do Tom Cruise que já conhecemos, o herói de ação. Ele transpira, geme e tem um olhar petreficado de medo que convence qualquer um. Mas aí começa a rotina “o herói dentro de cada um”, e ele passa ao piloto automatico, estragando o que era uma ótima atuação.

Escrito por Cath Clarke
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