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Planeta dos Macacos – O Confronto: crítica do filme

Planeta dos Macacos – O Confronto: crítica do filme

Estreia 24 Jul 2014

Diretor Matt Reeves

Elenco Andy Serkis, Gary Oldman, Judy Greer, Jason Clarke

O filme Planeta dos Macacos: A Origem entregou o máximo de inteligência que um filme de ficção científica pode entregar, se afastando das raízes distópicas da franquia que começou nos anos 1960, e que exigia um enredo escorregadio com histórias sobre ambições científicas idealistas (com algumas explosões no meio).

Essa primeira sequência, porém, nos leva para uma época de pressão pós-apocalíptica, para um mundo com uma civilização de macacos em desenvolvimento e com o desaparecimento do domínio dos humanos, enquanto os sobreviventes de uma epidemia devastadora se agrupam nas ruínas do que uma vez foi a cidade de San Francisco. O filme pode não ter as ambições de seu predecessor, mas quando as balas, lanças e socos começam, você estará envolvido demais para se preocupar.

Entre os macacos, o heróico César (Andy Serkis) tem o controle do clã, liderando sua família por uma década de crescimento e prosperidade. Mas para os humanos a história é bem diferente, enquanto os líderes desesperados Malcom (Jason Clarke) e Dreyfus (Gary Oldman) discutem diferentes estratégias para lidar com uma iminente falta de energia e com a ameaça de invasão dos macacos.

Os efeitos são de deixar qualquer um impressionado: raramente o CGI foi usado com tanta destreza e profundidade. César e seus seguidores são personagens completos, reproduzidos sem qualquer falha em cada ruga e pelo (apesar de às vezes ser um pouco difícil dizer o que é o que).

O diretor Matt Reeves (de Cloverfield – Monstro), conduz as suas sequências de ação com excelência – a feroz batalha central é um triunfo. A prioridade descarada que o roteiro dá para os músculos ao invés do cérebro pode causar problemas – as reviravoltas do enredo são previsíveis e falta profundidade aos personagens humanos. A ausência total de uma personagem femina interessante, seja humana ou macaca, dá um sentimento de machismo. Mas talvez seja apropriada para esse conto muscular sobre o colapso social e instintos animais.

Escrito por Tom Huddleston
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