Histeria

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Imagem Filmes/ Divulgação


Uma mistura da produtora independente Merchant Ivory com o roteirista Richard Curtis: é assim que Tanya Wexler descreve esse filme sobre a invenção acidental do vibrador, sim, ele mesmo, na Londres vitoriana. Junte-se a isso um pouco da obscenidade inglesa – ao estilo dos filmes cômicos da série Carry On – e a receita está pronta.

Na falta de Hugh Grant, Hugh Dancy é o gago e meticuloso doutor Mortimer Granville. Ele vai trabalhar com um médico (Jonathan) especializado em massagear as delicadas partes femininas. Não por prazer, veja bem, mas como cura da histeria (“a praga de nosso tempo!”). Tudo vai muito bem até que o médico desenvolve um quadro severo de LER (lesão por esforço repetitivo) – e vislumbra um aparelho que utiliza um negócio novíssimo chamado eletricidade. Tudo isso é bem bobinho, uma diversão leve – baseado muito livremente em fatos reais. O que leva Histeria para o lado positivo dos folhetins baratos são duas atuações de primeira.

Maggie Gyllenhaal está brilhante como uma feminista maluca e Rupert Everett (encarnando Oscar Wilde) tem a melhor fala do filme. Quando Graville reclama de dor no pulso, ele ironiza: “Acredito que os franceses tenham tido muito sucesso com a língua”.

Escrito por Cath Clarke

Mais sobre Histeria

Duração 99 minutes

País de origem Reino Unido/França/Alemanha/Lu

Ano de produção 2012

Classificação Not available

Estreia 9 Nov 2012

Diretor Tanya Wexler

Elenco Hugh Dancy, Maggie Gyllenhaal, Rupert Everett

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