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20° Festival Mix Brasil

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20° Festival Mix Brasil

Data 08 Nov 2012-18 Nov 2012

Site de 20° Festival Mix Brasil


São poucos os festivais brasileiros que conseguem chegar ao 20 anos de idade – quanto mais de temática LGBT. Este é, portanto, um dos grandes méritos do Festival Mix Brasil de Cultura da Diversidade, que acontece entre os dias 8 e 18/11, que ostenta a marca de maior do gênero na América Latina.

Se desde sua criação por João Federici e André Fischer, em 1993, o evento era focado em cinema, sua expansão para as outras artes – música, teatro e literatura – seria o caminho natural para um festival que preza pela diversidade.

Em mais esta edição, porém, o cinema segue predominante, com cerca de 130 filmes vindos de países tão improváveis como Paquistão, Turquia e Uganda, apenas para citar alguns.

Nos palcos, o destaque fica com a peça Sob a Luz do Lampião da Esquina (Centro Cultural São Paulo. R. Vergueiro, 1.000, Liberdade, 3397-4002. 13 e 16/11, 21h), da Cia. do Tijolo e dirigido por Fabiana Barbosa, que retrata um jornal brasileiro revolucionário do final dos anos 1970, único a falar sobre a diversidade sexual na época.

O tradicional ‘Show do Congo’, comandado pela atriz Marisa Orth, chega à 13ª edição dentro do evento. Os shows ao vivo fazem coro com a exibição de produções independentes de até 5 minutos a uma plateia gladiadora, que tem o poder de decidir se a transmissão será completa.

“O festival surgiu por acaso”, relembra João Federici. Ainda em 1993, ele e Fischer receberam um convite de um programador brasileiro radicado em Nova York pedindo que encontrassem filmes com a temática LGBT para serem exibidos em um festival. Na falta de títulos, Federici e Fischer solicitaram a amigos que criassem curtas metragens. Conseguiram 12 e, voilá, nascia o embrião do Mix Brasil.

Para dar início à programação deste ano, a produção belga No Caminho das Dunas, de Bavo Defurne, foi a eleita. O filme conta a história de um garoto tímido que sonha em ganhar um prêmio de beleza como miss. O menino cresce negligenciado pela mãe e nutre uma paixão platônica pelo vizinho.

“O filme foi escolhido por abordar a temática LGBT de uma forma leve”, esclarece Federici. Para ele, é importante que a abertura não tenha um conteúdo violento ou baixo-astral.

Questões tão relevantes quanto ‘como ser gay em um país majoritariamente islâmico’ ou ainda ‘como são as experiências homossexuais da infância à velhice’, também serã retratados nos curtas. Os temas foram divididos em ‘O Outro Lado do Islã’ (diversidade no mundo muçulmano), ‘Super Mães’ (relação de mães e filhos gays), ‘Mulheres Fodonas’ (personalidades femininas marcantes), ‘Dos 8 aos 80’ (sexualidade desde a infância até a velhice) e ‘Programa Infantil’ (convivência entre diferentes).

Algumas atrações serão grátis, como a exibição de filmes no Museu da Diversidade, o primeiro museu gay da América Latina, no centro da cidade. Todos os dias, das 18h às 20h, 47 curtas nacionais serão exibidos sem parar. E quem não é mais estudante, há uma opção econômica: ao conferir um dos filmes do festival, um “sou gay” ou “sou simpatizante”, por exemplo, garante a meia-entrada.

Confira toda a programação em mixbrasil.org.br.

Escrito por Lorena Amazonas
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