Time Out São Paulo

Ilegal + debate

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Ilegal + debate

Data Sex 31 Out 2014

Horário de abertura 21h.

Av. Pedro Álvares Cabral, s/n, Ibirapuera

Telefone (11) 5908 4290

O Auditório Ibirapuera – Oscar Niemeyer será palco de uma das principais discussões nacionais: a legalização da maconha para o uso medicinal. O filme Ilegal, que hoje está nas principais salas de cinema do país, será exibido, com entrada franca, às 21h. O evento faz parte de uma sessão especial da programação da 38ª Mostra Internacional de Cinema.

Na sequência, o público participa de um debate com Margarete Brito, uma das mães protagonistas do documentário; o deputado federal reeleito na última eleição Jean Wyllys; o poeta e fundador da Cooperifa Sérgio Vaz; o codiretor do filme Raphael Erichsen; e Denis Russo, editor chefe da Superinteressante e mediador da conversa. Fernando Grostein, diretor do documentário Quebrando o Tabu (2011), cujo tema é a descriminalização das drogas, também estará presente.

Ilegal acompanha a luta de um grupo de mães, contra o preconceito e a burocracia existente, para garantir aos seus filhos o direito à saúde. Diagnosticada com uma forma de epilepsia grave e sem cura, Sofia Brito, filha de Margarete, sofreu a primeira convulsão com 35 dias de vida. Assim como Anny Fisher, filha de Katiele Fisher, que tinha mais de oito convulsões diárias aos cinco anos de idade. Até a descoberta do Canabidiol ou CBD, substância retirada da maconha, nenhum medicamento melhorou o quadro das crianças.

Mesmo com a proibição da droga no Brasil, as mães preferiram se arriscar e agir contra a lei, importando o medicamento dos Estados Unidos, com o intuito de melhorar a qualidade de vida das filhas. Foi desta forma que uma causa deu origem a um movimento nacional pela legalização da Cannabis medicinal e à criação de campanhas como a Repense.

Margarete Brito foi a primeira a trazer o Canabidiol ilegalmente para o Brasil e tornou-se importante para a mobilização social em torno da maconha medicamentosa ao criar uma associação de pacientes. O filme nasceu de uma reportagem feita pelo jornalista Tarso Araújo, para a revista Superinteressante. Também codiretor do documentário e criador da campanha Repense, trouxe a ideia para a telona, não a fim de falar apenas sobre maconha, mas para contar as histórias e lutas de pessoas que se engajam em um objetivo.

Após o início da campanha, a menina Anny Fischer se tornou a primeira pessoa com autorização para usar o CBD como medicamento no país, reduzindo o seu quadro de convulsões de 80 vezes por semana para zero.

Escrito por Time Out São Paulo editors
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