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Cineclube - Ingmar Bergman

Este evento terminou

Cineclube - Ingmar Bergman

Preço de R$ 8 até R$ 16

Data Qua 29 Jul 2015

Horário de abertura Confira os horários das sessões na programação.

Caixa Belas Artes
Rua da Consolação, 2423, Consolação

Telefone 2894-5781

Estações próximas
Consolação e Paulista

O dia 14 de julho é uma data especial para muitos cinéfilos nos quatro cantos do planeta. Há quase 97 anos, em Uppsala, Suécia, nascia Ernst Ingmar Bergman, um dos maiores cineastas da história da sétima arte. Ele dirigiu mais de 50 filmes, 125 peças de teatro e conquistou nada mais do que 78 prêmios. E o mesmo mês de julho marcou sua morte, no dia 30, em 2007.

A partir deste sábado (04/07), o Cineclube do Caixa Belas Artes reverencia o diretor sueco prestando um tributo à dimensão da sua obra e sua importância como um grande mestre do cinema com o ciclo especial ‘Fantasmas e demônios de Ingmar Bergman’.

Diversos críticos atribuem a repressão, culpa e castigo – temas recorrentes na vasta obra de Bergman – às surras e humilhações frequentes que recebia do pai, pastor protestante que mais tarde se tornaria capelão do rei da Suécia. Em entrevista concedida em 2001 à Reuters, o cineasta disse que durante toda sua vida foi atormentado e inspirado por demônios pessoais. "Os demônios são inúmeros, aparecem nos momentos mais impróprios e geram pânico e terror", disse ele na época. "Mas já aprendi que, se consigo controlar as forças negativas e atrelá-las à minha carruagem, elas podem trabalhar em meu benefício".

Morangos silvestres abre o programa. O filme coleciona 12 prêmios, entre eles o Globo de Ouro de Melhor Filme Estrangeiro e o Urso de Ouro no Festival de Berlim. Em sequência, vêm A Fonte da Donzela (com exibição nos dias 08/07), Gritos e Sussurros (exibido nos dias 11 e 15/07), O ovo da Serpente (com sessões nos dias 18 e 22/07) e Da Vida das Marionetes, que encerra o ciclo com sessões nos dias 25 e 29/07. Todos os filmes serão exibidos em 35mm.

Confira a programação completa:

04/07 (sábado)
Morangos Silvestres
(Smultronstallet)
Suécia, 1957, p/b, 91 min.
Elenco: Viktor Sjostrom, Gunnar Bjornstrand e Bibi Andersson.
Durante uma viagem de carro, um velho professor universitário encontra um grupo de jovens e junto com eles relembra momentos do seu passado. Filme vencedor do Urso de Ouro no Festival de Berlim de 1958, também considerado uma das principais obras-primas de Ingmar Bergman.

08/07 (quarta) 
A Fonte e a Donzela
(Jungfrukällan)
Suécia, 1960, 35mm, pb, 89 min.
Elenco: Max Von Sydow, Birgitta Valberg e Birgitta Pettersson.
Ainda fascinado pela Idade Média, Bergman retorna ao clima de O Sétimo Selo ao narrar a lenda de uma jovem, filha de cristãos fervorosos, violentada e morta por pastores, cujo local do crime teria se tornado uma nascente de águas milagrosas. Vencedor do Oscar de Melhor Filme Estrangeiro.

11/07 (sábado) e 15/07 (quarta)
Gritos e Sussurros
(Viskningar och Rop)
Suécia, 1973, cor, 91 min.
Elenco: Harriet Andersson, Liv Ullmann, Kari Sylwan e Ingrid Thulin.
Numa casa de campo, Agnes recebe, à beira da morte, os cuidados de suas duas irmãs e de uma dedicada empregada da família. Neste ambiente claustrofóbico, acompanhamos as imaginações, lembranças e frustrações destas quatro mulheres. Vencedor do Oscar de Melhor Fotografia.

18/07 (sábado) e 22/07 (quarta)
O ovo da Serpente
(The Serpent's Egg)
EUA/Alemanha, 1977, 35mm, cor, 120 min.
Elenco: David Carradine, Liv Ullmann e Isolde Barth.
Na Berlim devastada pela Primeira Guerra Mundial, um americano desempregado consegue refúgio no apartamento de um cientista, que também lhe dá emprego. Porém, enquanto trabalha como trapezista ele acaba se apaixonando por uma cantora de cabaré e, aos poucos, descobrirá a verdade sobre um fato terrível que o afetou no passado.

25/07 (sábado) e 29/07 (quarta)
Da Vida das Marionetes
(Aus dem Leben der Marionetten)
Suécia/Alemanha, 1980, 35mm, pb/cor, 104 min.
Elenco: Robert Atzorn, Heinz Bennent e Toni Berger.
Filmado durante o exílio de Bergman na Alemanha, o filme mostra a sufocante trajetória de um homem que assassina uma prostituta. Utilizando-se de fotografia em preto e branco, com exceção da cena do assassinato e o final que são mostrados em cores, o diretor realizou uma das obras mais sombrias e complexas de toda a sua carreira.

Escrito por Time Out São Paulo editors
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