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Erotismo no Cinema Brasileiro

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Erotismo no Cinema Brasileiro

Data 18 Mar-02 Abr

Horário de abertura Confira os horários das sessões na programação.

Largo Senador Raul Cardoso, 207, Vila Mariana

Telefone (11) 3512 6111

Como uma arte visual, o cinema sempre esteve tomado por imagens do erotismo. De registros caseiros ainda no período silencioso até a comercialização no ciclo pornográfico, o cinema erótico carregou estigmas e preconceitos, representações por vezes grosseiras e machistas, mas, como outros gêneros (o terror, por exemplo), é tomado de invenção, criatividade e poder de sugestão.

A mostra 'Erotismo no Cinema Brasileiro' destaca clássicos como Ganga Bruta, de Humberto Mauro, e O menino e o Vento, de Carlos Hugo Christensen, filmes onde as forças da natureza movem os impulsos dos personagens. Anjo do lôdo, de Luiz de Barros, livre adaptação do romance 'Lucíola', de José de Alencar, e Quando a Noite Acaba (Perdida pela Paixão), de Fernando de Barros, são exemplos significativos do cinema produzido por estúdios brasileiros nos anos 1950 se abrindo à temática sexual e que sofreriam com a censura. Para além dos filmes, o destaque fica para a presença de Virgínia Lane e Tônia Carrero, respectivamente.

Já de um outro momento são os sucessos de bilheteria A Super Fêmea, de Aníbal Massaini Neto, filme produzido como veículo para o estrelato de Vera Fischer e bastante representativo do "milagre econômico" brasileiro, e Dona Flor e seus dois Maridos, de Bruno Barreto, adaptação do romance de Jorge Amado protagonizada por Sonia Braga. O homoerótico Nos Embalos de Ipanema é um dos grandes filmes de Antônio Calmon, cineasta mais conhecido por seus trabalhos na televisão, e Ariella, dirigido por John Herbert, uma adaptação de um romance da escritora lésbica Cassandra Rios, de grande sucesso na década de 1970.

Do ciclo da Boca do Lixo paulistana, dois clássicos do mestre Carlos Reichenbach: Império do Desejo, um de seus filmes mais conhecidos e de pura inventividade, e A ilha dos Prazeres Proibidos, que será exibido em nova cópia 35mm produzida pela Cinemateca em 2016, o drama Damas do Prazer, de Antonio Meliande. Estreia de Djalma Limongi Batista na direção, Asa Branca: um Sonho Brasileiro, apresenta uma visão homoerótica do ambiente do futebol, num trabalho bastante pioneiro.

Primeiro longa-metragem brasileiro com cenas de sexo explícito lançado comercialmente, Coisas Eróticas, de Raffaele Rossi, foi um campeão de bilheteria em seu lançamento e hoje é raramente visto. Exemplares de certo surrealismo do nosso cinema erótico, temos Vereda Tropical, do cinemanovista Joaquim Pedro de Andrade, e Senta no meu, que eu entro na tua, de Ody Fraga, comédia explícita com fotografia de Aloysio Raulino. Coprodução brasileira com Hong Kong, Alemanha e Estados Unidos, Erotique apresenta quatro episódios dirigidos por mulheres apresentando visões do erotismo, realizada no período da retomada. A cineasta Ana Maria Magalhães dirige Final call, adaptação do conto 'A língua' do P, de Clarice Lispector.

Confira a programação completa no site cinemateca.gov.br.

Escrito por Time Out São Paulo editors
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