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Vibrações: A Música no Cinema

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Vibrações: A Música no Cinema

Data 02-20 Out

Horário de abertura Confira os horários das sessões na programação.

Rua do Anfiteatro, 181 - Colmeia Favo 4, Butantã

Telefone (11) 3091 3540

A mostra explora a comunhão entre o cinema e a música com filmes de diversas partes do mundo e períodos históricos, contemplando variados gêneros e estilos musicais e cinematográficos. São 13 filmes de gêneros distintos, como biografia, documentário, drama, entre outros. 

Uma relação bastante direta entre música e cinema pode ser apontada em biografias musicais, como é o caso de Controle: A História de Ian Curtis, filme que reconstrói a cena pós-punk britânica de finais da década de 1970, revelando as influências musicais e o interior convulso do vocalista da banda Joy Division.

Outro aspecto que deixa ver a intimidade entre música e cinema é o da ficção musical, contemplado por Dançando no Escuro, por vezes descrito como um anti-musical, avesso a algumas convenções do gênero. O filme é protagonizado pela cantora e compositora islandesa Björk e traz composições originais dela, sendo as músicas construídas a partir de ruídos do cotidiano da personagem, como sons de máquinas de fábricas, barulho de trem, passos.

Um clássico do musical, O Mágico de Oz, integra a mostra numa experiência particular, fundido ao álbum The Dark Side of the Moon, do Pink Floyd, resultando no experimento The Dark Side of Oz. A origem desse efeito é atribuída a fãs da banda, que identificaram a sincronicidade a partir da junção das duas obras.

Outra forma clássica de abordar a música no cinema é por meio de documentários musicais, como é o caso do brasileiro As Canções, em que Eduardo Coutinho apresenta histórias comoventes vinculadas à música popular brasileira, valendo-se de canções de Roberto Carlos, Chico Buarque e Jorge Benjor. Em Filhos de João, O Admirável Mundo Novo Baiano, é abordado o papel de João Gilberto na musicalidade original dos Novos Baianos, traçando-se um panorama de um dos períodos mais efervescentes da produção musical brasileira.

Há ainda o premiado documentário de Wim Wenders, Buena Vista Social Club, de relevância histórica na luta contra a discriminação racial e na divulgação da cultura afro-caribenha. É uma imersão na cena musical de Havana, tratando da música popular cubana desde os anos 1940, com números musicais e depoimentos dos lendários músicos do grupo.

Confira a programação completa com sinopses:

2 de outubro (segunda)
16h -
Koyaanisqatsi - Uma Vida Fora de Equilíbrio (Koyaanisqatsi: Life Out of Balance. EUA, 1983. Dir. Godfrey Reggio - 85 min.)
O filme revela como a humanidade se separou da natureza. As filmagens extensas de paisagens naturais e forças elementares dão lugar a cenas da civilização e da tecnologia modernas. Dada a falta de narração e diálogo, a produção traça seus pontos unicamente através de imagens e música.
19h - As Canções (Brasil, 2011. Dir. Eduardo Coutinho - 90 min)
Documentário de Eduardo Coutinho no qual os entrevistados cantam as canções que mais marcaram suas vidas e resgatam as lembranças evocadas por essas músicas.

3 de outubro (terça)
16h -
Heima (Islândia, 2007. Dir. Dean DeBlois - 94 min)
A banda Sigur Rós faz uma série de concertos gratuitos no verão de 2006 ao longo da Islândia. As apresentações ocorrem em paisagens remotas e contextos surpreendentes, como planícies de cinzas vulcânicas, fazendas de pesca abandonadas ou durante um protesto contra uma barragem numa área posteriormente inundada. Imagens das performances são entrecortadas com entrevistas dos membros da banda a respeito de música, viagem e a sensação de voltar para a terra natal.

4 de outubro (quarta)
16h -
Ária (Aria. Reino Unido, 1987. Dir. Bill Bryden, Bruce Beresford, Charles Sturridge, Derek Jarman, Franc Roddam, Jean-Luc Godard, Julien Temple, Ken Russell, Nicolas Roeg e Robert Altman - 90 min.)
Reunião de dez curtas-metragens, cada um apresentando a visão particular de um cineasta a partir de uma ária de ópera. Nomeado à Palma de Ouro no Festival de Cannes em 1987.
19h - The Velvet Underground and Nico (The Velvet Underground and Nico: A Symphony of Sound. EUA, 1966. Dir. Andy Warhol - 70 min.)
Filmagem em 16mm de um ensaio da banda The Velvet Underground com a cantora Nico, ainda presente nesta formação. Trata-se de uma sessão de improvisação, tanto musical quanto cinematográfica, em que Andy Warhol acompanha a música com estranhos movimentos de câmera, experimentos de luz, zoom e foco, criando um efeito hipnótico que beira o transe.

5 de outubro (quinta)
16h -
Dançando no Escuro (Danser i Mørket. Dinamarca, 2000. Dir. Lars Von Trier - 140 min.)
Selma Jezkova é uma mãe solteira da Tchecoslováquia vivendo nos Estados Unidos com uma doença hereditária que a faz perder a visão. Ela trabalha muito duro e guarda tudo o que ganha para pagar uma operação que irá prevenir que seu filho, um garoto de doze anos, tenha o mesmo destino. Para fugir da sua realidade miserável Selma tem devaneios em que imagina que as circunstâncias ordinárias e os indivíduos ao seu redor fazem parte de números de um musical. Vencedor da Palma de Ouro e do prêmio de melhor atriz para Björk em Cannes. A música “I’ve Seen it All” foi indicada ao Oscar de Melhor Música Original em 2000.
19h - Sessão Vincent Moon
Os curtas reunidos neste programa destacam-se pela performance dos intérpretes aliada à dança, bem como à geografia onde o corpo que emite a música se insere. Seja no terreiro de Xambá, nas ruínas de Pachacamac no Peru, ou dentro de um apartamento em São Paulo, Moon nos fascina ao revelar os universos musicais onde sua câmera nômade - sensível e atenta - passeia. Vincent Moon é um explorador de sons e cineasta francês independente. Todo o seu trabalho é publicado sob a licença creative commons e seus mais de 700 curtas.

6 de outubro (sexta)
16h -
Controle: A História de Ian Curtis (Control. Reino Unido,/EUA/Austrália/Japão, 2007. Dir. Anton Corbijn - 122 min.)
Ian Curtis, vocalista da banda inglesa Joy Division teve uma trajetória curta e intensa, ficou famoso por seu talento de letrista e por suas performances enigmáticas. Questões pessoais,profissionais e amorosas o levaram a cometer suicídio aos 23 anos.
19h - Plataforma (Zhàntái. China, 2000. Dir. Jia Zhangke - 154 min.)
Situado em Fenyang, na província de Shanxi, China, o filme segue a trajetória de Minliang e seus companheiros do grupo performático estatal “Grupo de Trabalho Cultural Rural de Fenyang” durante a década de 1980. De início, a trupe dedica-se a peças teatrais de propaganda e canções nacionalistas em homenagem ao Grande Líder Mao Zedong. Após sua privatização forçada, a trupe se reinventa e muda de nome para “Banda Eletrônica Shenzhen Allstars de Rock e Breakdance”, especializando-se em versões de sucessos pop e números de dança um pouco mais ousados.

9 de outubro (segunda)
16h -
The Dark Side of Oz (EUA, 1939. Dir. Victor Fleming - 101 min.)
Após um tornado em Kansas, Dorothy Gale, de 11 anos, vai parar com sua casa e seu cachorro na fantástica e colorida Oz. Porém, o seu maior desejo é retornar ao lar, e apenas um mágico pode ajudá-la. Para chegar a ele, Dorothy viverá uma aventura inesquecível através do caminho de tijolos amarelos. "The Dark Side Of Oz" é o nome dado ao efeito de se reproduzir simultaneamente o filme "O Mágico de Oz" e o disco conceitual "The Dark Side Of The Moon". Fãs da banda e do filme já conseguiram compilar mais de 100 momentos de sincronicidade entre o filme e o disco, como as batidas de coração que ressoam enquanto Dorothy encosta seu ouvido no peito do Homem de Lata. O Pink Floyd já negou diversas vezes que a sincronicidade tenha sido intencional.
19h - Dançando no Escuro

10 de outubro (terça)
16h - As Canções
19h -
Controle: A História de Ian Curtis

11 de outubro (quarta)
16h - Buena Vista Social Club
(Alemanha/Reino Unido/EUA/Cuba/Brasil/Espanha/França, 1999. Dir. Wim Wenders - 110 min.)
O filme documenta a cooperação e amizade entre o premiado músico Ry Cooder e os maiores nomes da história da música cubana pré-revolucionária que ficaram muitos anos no ostracismo. Alternados com depoimentos dos próprios músicos e pessoas que gravitam à sua volta, na paisagem urbana de Havana, há o registro de momentos antológicos de apresentações do grupo Buena Vista Social Club, uma referência a uma antiga casa de shows cubana que havia deixado de existir por volta dos anos 50, além do concerto triunfante no Carnegie Hall, em Nova York. O documentário é inspirado no álbum homônimo vencedor do Grammy e foi indicado ao Oscar de Melhor Documentário em 2000.
19h - Latcho Drom (França, 1993. Dir. Tony Gatlif - 103 min.)
Latcho Drom, “estrada segura” no dialeto cigano, é um documentário pouco convencional, sem narração e com diálogo mínimo, que permite que a música e a dança falem por si mesmas. O filme acompanha o percurso de grupos nômades de ciganos durante um ano, do verão ao outono e do inverno à primavera. Eles partem da Índia e passam pelo Egito, Turquia, Romênia, Hungria, República Tcheca, Alemanha e França, até chegar à Espanha. À medida em que se aprofundam na Europa, sua musicalidade luminosa e vibrante ganha tons mais sombrios, tecendo um comentário poético e político sobre a perseguição aos povos ciganos durante o regime nazista e o preconceito que subsiste no continente. Foi exibido na mostra Un Certain Regard do Festival de Cannes em 1993.

16 de outubro (segunda)
16h - Latcho Drom
19h -
Filhos de João, O Admirável Mundo Novo Baiano (Brasil, 2009. Dir. Henrique Dantas - 76 min.)
O documentário mostra um panorama da música popular brasileira dos anos 60 e 70 através do grupo musical Novos Baianos, bem como o estilo de vida comunitário adotado por seus integrantes e a influência do cantor João Gilberto na trajetória da banda.

17 de outubro (terça)
16h - The Velvet Underground and Nico
19h -
The Dark Side of Oz

18 de outubro (quarta)
16h - Heima
19h -
Koyaanisqatsi - Uma Vida Fora de Equilíbrio

19 de outubro (quarta)
16h - Filhos de João, O Admirável Mundo Novo Baiano
19h -
Buena Vista Social Club

20 de outubro (quinta)
16h - Sessão Vincent Moon
19h -
Ária

Escrito por Time Out São Paulo editors
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