Vingadores - Era de Ultron: crítica do filme

 

Divulgação
'Vingadores: Era de Ultron'
Robert Downey Jr. em cena de 'Vingadores: Era de Ultron'

Não há dúvidas que as principais produções dos grandes estúdios de Hollywood têm os adolescentes como público alvo, e Vingadores: Era de Ultron é um bom exemplo disso. Mas essa não é a má notícia. O pior é que o segundo capítulo da trilogia do grupo de super-heróis da Marvel não chega aos pés de algumas aventuras solo de seus integrantes, como Homem de Ferro (2008) e Capitão América 2 - O Soldado Invernal (2014). Sem contar os títulos de outros personagens da editora de quadrinhos, como X-Men: Primeira Classe (2011) e X-Men Dias de um Futuro Esquecido (2014).

O motivo é simples. Falta profundidade aos personagens. Tirando a ambiguidade de Tony Stark, que, convenhamos, ganha muito com o carisma de Robert Downey Jr., os outros heróis ou passam batido como meros coadjuvantes – neste caso o Capitão América (Chris Evans) e Thor (Chris Hemsworth) –, ou têm a complexidade de uma ameba. A dualidade Jekyll/Hyde de Hulk (Mark Ruffalo) é muito pouco utilizada, e o Gavião Arqueiro (Jeremy Renner) – personagem quase nulo no primeiro filme – ganha uma equivocada personalidade de cowboy clássico. Isso sem falar do papel da única estrela feminina do grupo, a Viúva Negra (Scarlett Johansson), que não passa de um improvável par romântico para o gigante verde. Além da insípida participação dos gêmeos Pietro e Wanda Maximoff – Mercúrio (Aaron Taylor-Johnson) e Feiticeira Escarlate (Elizabeth Olsen).

Assim como no primeiro filme do grupo de super-heróis, também dirigido por Joss Whedon (conhecido por séries de TV como Buffy a Caça Vampiros e Angel), Vingadores : Era de Ultron é uma série de sequências de ação intercalada por momentos de pausa que “explicam a história” de forma modorrenta, com diálogos pobres e infantilizados. Mas duro mesmo é aguentar as intermináveis verbalizações das ações dos personagens, que soam como um Mobral em looping. Chega a alcançar o nível de tortura.

Escrito por Rafael Argemon
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