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Divertida Mente: crítica do filme

Ainda há espaço para inovação em Hollywood

Não foi dessa vez que a Pixar acertou na cabeça com Divertida Mente. A nova animação do estúdio não chega ao nível alcançado pela série Toy Story, Monstros S.A., Procurando Nemo, Wall-E e Up – Altas Aventuras. Mas é bem verdade que não é ruim como a série Carros, Valente e Universidade Monstros. Está mais para o time do meio, na companhia de bons (mas não excepcionais) títulos, como Vida de Inseto, Os Incríveis e Ratatouille.

Porém, o que mais há que se comemorar é a ousadia da Pixar em lançar um desenho original. Principalmente no atual momento de Hollywood, que lembra muito os anos 1980 e suas sequências intermináveis. Mas arriscar tem seu preço, e, dessa vez, a aposta do estúdio não foi tão certeira quanto se esperava.

Há ótimos momentos em Divertida Mente. Piadas boas e personagens interessantes, mas a história peca pela falta de uma protagonista mais forte. Não que Alegria seja um personagem ruim, mas sua construção é muito superficial. Sua companheira Tristeza é bem mais interessante, mas pode soar chata para muitas crianças.

Aliás, falando nos pequenos, eles vão sofrer um pouco para entender a trama cheia de conceitos complicados como subconsciente, memórias de longo prazo, construção de sonhos e sentimentos misturados. A Pixar sempre se esmerou em realizar animações que divertem todas as idades, mas neste caso, os adultos saíram ganhando.

No entanto, mesmo com esses pequenos problemas, Divertida Mente ainda é uma boa opção para curtir na telona com a família, e serve para mostrar que ainda há espaço para inovação em Hollywood.

Escrito por Rafael Argemon
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