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Corrente do Mal: crítica do filme

A adolescência é um inferno. Não estamos preparados para deixar o mundo infantil e nem para ingressar no universo adulto. Esse limbo púbere é a questão central de um dos filmes mais interessantes do ano (até agora, claro), o terror adolescente Corrente do Mal (It Follows, EUA, 2014).

Embalado por uma incrível trilha à la John Carpenter – cineasta que serve de fonte inspiradora para todo o estilo do filme – cheia de sintetizadores oitentistas (composta por Richard ‘Disasterpeace’ Vreeland, mesmo autor das músicas do ótimo indie game Fez), o segundo filme do diretor David Robert Mitchell utiliza o formato do terror – que aqui tem jeitão de slasher movie, mas que se situa mais no território do horror psicológico – para transmitir as angústias adolescentes. E sua ferramenta principal não seria outra se não o sexo.

É por meio dele que se “transmite” uma maldição em Corrente do Mal. A vítima passa a ser seguida por um ser que pode assumir qualquer forma humana. A tal coisa – às vezes uma velha de camisola, outras um jovem de dois metros de altura ou até uma mulher nua – te persegue. Ela caminha devagar e calada, certa de que uma hora (por mais que você fuja!) vai te pegar. É o monstro da vida adulta, o terror puro e irracional. Tão inexorável quanto a morte.

Escrito por Rafael Argemon
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