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Ted 2: crítica do filme

Se você gosta das animações The Family Guy e American Dad, você dará algumas boas risadas com o humor no fio da navalha de Ted 2 (2015). Isso porque o filme é igual a tudo que seu criador Seth MacFarlane faz. Com a mesma estrutura recheada de gags com referências de cultura pop – especialmente dos anos 1970 e 1980 – colocadas aqui e ali em diálogos que muitas vezes acrescentam pouco ou nada à história. A semelhança é tamanha, que o desbocado e maconheiro ursinho Ted poderia ser substituído por Peter Griffin, o protagonista de The Family Guy, e ninguém perceberia a troca.

Mesmo errando feio às vezes – risco que um comediante ácido como MacFarlane corre o tempo todo – ainda há piadas realmente engraçadas. Aliás, a melhor gag do filme brinca exatamente com esse humor “sem noção” em uma apresentação de stand up comedy.

A profusão de piadas sobre esperma, pênis, maconha, sexo e por aí vai, pode não agradar a todos que não sejam um adolescente de 15 ou 16 anos, ou quem ainda tenha resquícios de um escondido em seu cérebro adulto, mas dentro do nicho que tem como público alvo, Ted 2 não faz tão feio como se esperava. Ah, e por favor, pais, mesmo que o ursinho protagonista pareça fofinho, este NÃO é um filme para crianças.

Escrito por Rafael Argemon
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