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A Bruxa - crítica do filme

Filme prova que o gênero terror vem ganhando cada vez mais força 

Atualmente, nenhum gênero tem nos brindado com filmes tão interessantes e criativos como o terror. Vide títulos como Invocação do Mal (2013), Sob a Pele (2013), The Babadook (2014), A Corrente do Mal (2014) e Boa Noite, Mamãe (2014). A Bruxa, longa de estreia de Roger Eggers, não foge dessa tendência. Em comum com seus pares, o filme aposta no clima de tensão e sugestão em detrimento dos sustos ou gore (melecas em geral ou sangue em profusão), mas vai além ao se esmerar na recriação quase obsessiva da época em que se passa: a Nova Inglaterra (EUA) do século XVII. Tanto que tem seus diálogos falados em inglês arcaico.

Por diferenças em questões religiosas, o puritano William (Ralph Ineson) é banido de sua comunidade e leva sua família para viver em uma clareira bem próxima a uma floresta. Lá, ele, sua esposa Katherine (Kate Dickie) e seus cinco filhos precisam sobreviver sozinhos em um ambiente selvagem e de atmosfera maligna. Mas o mal começa logo a se manifestar quando a adolescente Thomasin (Anya Taylor-Joy) perde, de forma misteriosa, o bebê da família. Ela passa a sofrer acusações de seus próprios pais, que passam a suspeitar que ela seja uma bruxa. Ainda mais quando os gêmeos Mercy (Ellie Grainger) e Jonas (Lucas Dawson) passam a sofrer de uma estranha enfermidade.

Com seu suspense psicológico/histórico de precisão cirúrgica, A Bruxa confirma esse novo fôlego que o gênero ganhou nos últimos anos. Principalmente com as produções independentes, que se desvencilharam das fórmulas desgastadas dos grandes estúdios para voltar a colocar o terror no seu devido lugar, ou seja, o ambiente ideal para a liberdade criativa no cinema.

Escrito por Rafael Argemon
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