Truman: crítica do filme

Atores seguram bem a onda em drama sobre doente terminal que não cai na piegice 

Divulgação
Javier Cámara e Ricardo Darín em cena do filme 'Truman'

Desde que estourou por aqui com Nove Rainhas (2000), o ator argentino Ricardo Darín passou a ser um dos queridinhos do público brasileiro. Por dois motivos bem simples: Porque é um ótimo ator, e porque escolhe muito bem seus papeis. Claro que alguns dos filmes em que atuou não são tão bons quanto o próprio Nove Rainhas, O Filho da Noiva (2001), Aura (2005), O Segredo dos Seus Olhos (2009) ou Relatos Selvagens (2014). É o caso de Truman. Mas é inegável que ele contribui – e muito – para o sucesso do longa dirigido pelo catalão Cesc Gay. E para tal, conta com a ajuda de outro excelente ator, o espanhol Javier Cámara, que brilhou em Fale com Ela (2002), um dos melhores filmes de Pedro Almodóvar.

Darín é Julián, um ator e diretor argentino radicado em Madri que está entrando na fase terminal de um câncer. Decidido a morrer com dignidade, ele desiste de um doloroso tratamento. Para tentar convencê-lo a continuar lutando por sua vida, seu amigo de longa data, Tomás (Javier Cámara), viaja do Canadá, onde vive, até a Espanha. Ele encontra um Julián começando a ficar debilitado, mas que encara a morte de forma serena – mesmo com todas as aflições que a situação gera – ao ponto de buscar uma família que adote seu cão Truman, que logo ficará sozinho.

Mesmo não estando no topo da lista dos melhores filmes estrelados por Darín, Truman não escorrega na pieguice ao lidar com um assunto onde isso é muito fácil acontecer. E boa parte desse esforço vem das ótimas atuações de Darín e Cámara, além, é claro, do falecido Trolio, o cão que “interpreta” Truman.

Escrito por Rafael Argemon
 

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